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Quarta-feira, 1 de Julho de 2015
FIM DOS TEMPOS

     

    Teillard de Chardin [1]: o Fim do Mundo daqui a Milhões de anos.

Astronomia [2]: dentro de aproximadamente 7 biliões de anos.

Catolicismo: ninguém, exceto Deus Pai, sabe quando será...[3].

Um cientista importante disse recentemente numa conferência sobre o Futuro a Longo Prazo, na Fundação

Champalimaud, que a Humanidade se extinguirá.

Transcrevemos da Enciclopédia Católica excertos da “doutrina das últimas coisas” que tem 4 aspectos:

 

A Aproximação do Fim do Mundo

Apesar da recusa expressa de Cristo em especificar o momento do fim era voz comum entre os primeiros cristãos

que… o fim do Mundo estava próximo. Cristo tinha indicado claramente que o evangelho era para ser pregado a todas

as nações antes do fim, e S. Paulo procurava a conversão final do Povo Judaico como um acontecimento remoto a ser

precedido pela conversão dos Gentios.

Vários outros factos são falados como precedendo ou ficando para o fim, como:

Um grande abandono do Cristianismo, ou o

Afastamento da fé ou da caridade,

O reino do Anticristo, e

Grandes convulsões sociais e terríficas calamidades físicas.

Contudo o fim virá inesperadamente e tomará os vivos de surpresa.

 

A Ressurreição do Corpo

A vinda visível de Cristo no poder e na glória será o sinal para o levantamento dos mortos (v. Ressurreição).

O ensino católico diz que todos os mortos que têm de ser julgados se levantarão, o Mau assim como o Justo, e que se levantarão com os corpos que tiveram nesta vida. Mas nada é definido sobre o que é exigido para constituir esta identidade dos levantados e transformados com o corpo presente.

Embora não formalmente definido, é suficientemente certo que vai haver somente uma ressurreição geral, simultânea para o bom e o mau.

A respeito das qualidades dos corpos levantados, no caso do Justo, nós temos a descrição de S. Paulo em 1 Coríntios 15 como uma base para a especulação teológica; mas no caso do amaldiçoado nós podemos somente afirmar que seus corpos serão incorruptíveis.

 

O Julgamento Geral

A respeito do julgamento geral não há nada de importância a ser acrescentado aqui à descrição gráfica do evento pelo próprio Cristo, que deve ser Juiz.

 

A Consumação de Todas as Coisas

Há uma menção também à participação do universo físico na consumação geral.

O céu e a terra actuais serão destruídos, e um céu e uma terra novos tomarão o seu lugar.

Mas o que, precisamente, este processo envolverá, ou que finalidade o mundo renovado servirá, não é revelado. Poderá possivelmente fazer parte do reino glorioso de Cristo do qual " não haverá nenhum fim". O reino militante de Cristo é para cessar com o cumprimento do Seu ofício como Juiz (20), mas como Rei dos eleitos que Ele salvou, Ele reinará com eles na glória para sempre.”

….

Leitores: Até sempre…

[1] “Fenómeno Humano”; Teillard de Chardin; Ed. Paulus

[2] Revista “Super interessante”; Agosto 2008

[3] Catholic Encyclopedia - Eschatology

Totalidade das minhas crónicas em Transhumanismo Portugal, transhumanismo@sapo.pt.

 



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CIVILIZAÇÕES FUTURAS

Galaxy Evolution - The James Webb Space Telescope

 

Civilizações Futuras

Segundo a Revista “Science et Vie” [1] são várias as impossibilidades físicas:

  • Máquina do tempo:Já Aristóteles dizia que “um efeito (p ex. o nascimento de um filho) tem de se dar depois da sua causa (a inseminação pelo respetivo pai)”; logo é impossível que, numa viagem para trás no Tempo, por exemplo esse filho mudasse de pai… a causalidade é mais importante que o tempo, logo não seria possível reverter as relações de causa e efeito...
  • Energia inesgotável: No Sol dá-se constantemente a fusão de átomos de Hidrogénio, o que poderá ser aplicado na Terra a determinados isótopos de Hidrogénio
  • Hibernação: “Um sono sem sonhos, frequência cardíaca e respiratória reduzidas, metabolismo ’au ralenti’ ”. Deveria ser possível, pois está na natureza humana desde os nossos antepassados répteis. Mas, como consegui-la? Hipotermia: já usada em cirurgias, ou inventar moléculas químicas que reduzam a atividade do metabolismo celular.
  • Movimento perpétuo: Mas... um gerador movido por dada energia não poderá produzir mais do que esta energia (Princípio de Conservação da Energia).

Michio Kaku apresenta também Tecnologias eventualmente impossíveis, que são de 3 tipos:

  1. Tecnologias hoje impossíveis, mas que não violam as Leis da Física; talvez possíveis neste século ou no próximo
  2. Tecnologias no limite da nossa compreensão do mundo físico; concretizáveis dentro de milhares ou milhões de anos
  3. Tecnologias que violam as leis da Física conhecidas; se se vierem a tornar possíveis, elas alterarão profundamente a nossa compreensão do mundo físico…

Kardashev, Cientista Russo, e Dyson, Prémio Nobel [2], classificaram as Civilizações eventualmente existentes em todo o Cosmos em 3 tipos segundo as principais fontes de energia que possam usar (ordenamo-las por ordem decrescente dessa energia):

  1. Civilizações Galácticas: as que obteriam a energia das respetivas galáxias [3]
  2. Civilizações Estelares: aquelas que obteriam as respetivas energias das respetivas estrelas (até por volta de 4500 D. c.)
  3. Civilizações Planetárias: aquelas que tirariam a sua energia só dos recursos naturais dos respetivos planetas (até por volta de 3200 D.C.)

Referências

  1. “La Science aux Portes de l’ Impossible”; Revista “Science et Vie”, Melhor Revista do Ano em França; Nº 1103, Agosto de 2009
  2. Michio Kaku, conhecido Cientista que se reuniu com alguns dos seus colegas de topo do Mundo, entre eles 15 Prémios Nobel em “Visões - Como a Ciência Irá Revolucionar o Século XXI”. Kaku, Michio. Ed. Bizâncio
  3. 38.000 civilizações só na nossa Galáxia? (DN 6/2/2008), pág. 31)

Viajarmos nas Galáxias

É uma possibilidade. Através da auto-reprodução de fábricas artificialmente vivas  de naves espaciais [Michio Kaku, in "Visões"].

Referências

  1. JPL Space Gallery - NASA Jet Propulsion Laboratory
  2. NASA Jet Propulsion Laboratory
  3. GRIN - great Images
  4. NASA - Contact NASA
  5. Voyager
  6. NASA's Return to Flight
  7. NASA Science - Science Mission Directorate
  8. NASA escolhe 5 empresas para projeto de voo espacial comercial

 

4500 Civilização Solar, sem Catástrofes

Por volta de 4500, com a evolução científica e tecnológica, poderemos ascender a uma civilização capaz de captar a energia suplementar de que precisa diretamente do Sol [1].

Deveremos poder viajar até aos sistemas estelares mais próximos, mas não seremos ainda capazes de colonizar os respetivos planetas, por falta de recursos. Tal civilização poderá parecer-se com a da Federação Unida de Planetas do filme ‘Star Trek’”.

A Humanidade poderá tornar-se, pela primeira vez, inextinguível enquanto Espécie.

Será também possível o controle de alguns fenómenos astronómicos e ambientais...

Mas…

Lembremo-nos que a Catástrofe do Haiti foi inesperada (nem o sistema oriental, baseado na sensibilidade dos animais e nos indícios detetáveis por humanos, nem o ocidental, baseado em sismógrafos, puderam prevê-la)… O que põe o problema de saber se, no Futuro, será possível virmos a dominar as Catástrofes, sobretudo as deste tipo…

Poderá continuar a haver fenómenos imprevisíveis, e as tecnologias de que temos vindo a falar nunca serão suficientes para os atacar, pois só poderão fazê-lo quando tais fenómenos já tiverem atingido proporções catastróficas… A única solução que imaginamos seria um Sistema Imunitário Universal!!!

  1. A $10 Billion Sun Shield for Planet Earth
  2. Exploração do Sol
  3. The Ulysses Solar Polar Probe
  4. Fronteira do Sistema Solar

Proteção Civil Como Sistema Imunitário Universal

                     

Tal sistema deveria ser semelhante aos sistemas imunitários naturais, concebido de modo a funcionar corretamente e podendo ser desligado pelos seres humanos em qualquer uma das suas secções e em qualquer altura [1] Tal hipótese já foi abordada há anos tanto por nós próprios como por outros [2] [3] [4] [5].

Uma tal proteção civil teria de ter os seus próprios “linfócitos” [6], que poderiam talvez ser robôs moleculares ou células sintéticas (Ver Vida Sintética), distribuídos pelos ambientes onde pudessem vir a desencadear-se fenómenos perigosos.

Mal se se desencadeasse dado fenómeno, esses nano robôs teriam de:

  • Detetá-lo
  • Se auto-replicarem, ou serem produzidos por uma fonte exterior em nº suficiente, para atacarem o fenómeno da maneira mais eficaz possível [7] [8].
  • Teriam de sofrer variações genéticas ao longo de sucessivas gerações, evoluindo assim para se adequarem ao ataque aos mesmos fenómenos
  • Serem destruídos ou destruírem-se, se inadequados ao ataque pretendido
  • Auto-organizarem-se da melhor maneira, segundo as necessidades [9], dando eventualmente origem a várias espécies de organismos… e
  • Passarem à ação (intervindo na estrutura molecular/atómica)… não deixando o fenómeno tornar-se ainda pior…

Não houve ainda nenhuns estudos técnicos sérios sobre isto [10].

Mas na área dos Furacões, Trovoadas Severas e Tornados [11], já se semeiam atualmente grãos de determinadas substâncias nas nuvens para tentar impedir que os tornados ocorram [12]; na área dos Sismos, esperava-se há alguns anos que a injeção de campos eletromagnéticos se revelasse útil no estancamento dos sismos por indução parcial controlada [13].

Não poderiam essas intervenções ser feitas por conjuntos evolutivos de nano robôs?

Não seria também possível explorar a natureza caótica da Vida Artificial, isto é, a sensibilidade exponencial das suas órbitas a pequenas perturbações, e a sua estrutura que potencia muitos movimentos muito diferentes dentro do mesmo sistema…?

Tal hipótese já foi abordada há anos tanto por nós próprios como por outros [14] [15] [16]: Uma tal proteção civil teria de ter os seus próprios “linfócitos” [17], seres artificiais suscetíveis dum evolucionismo darwiniano de tipo semelhante ao natural (Tim Taylor, U. Edimburgo).[18]

  1. Formal Verification of Autonomous Systems; Robotics Institute, U. Carnegie Mellon, EUA
  2. James Hughes, Director do “Journal of Evolution and Technology”; USA
  3. Some Limits to Global Ecophagy by Biovorous Nanoreplicators, with Public Policy Recommendations; 2000
  4. The Singularity Is Near: When Humans Transcend Biology; Raymond Kurzweil; 2005
  5. “Shield” proposals published online at Lifeboat Foundation for bio, nano, etc. threats, and so forth
  6. Principais células dos sistemas imunitários naturais
  7. Formal Verification of Autonomous Systems; Robotics Institute, U. Carnegie Mellon, EUA
  8. Luis Pecora e Thomas Carrol; Naval Research Laboratory; Washington DC
  9. Artificial Life Programme; School of Informatics; U. Edinburgh
  10. James Hughes, Director do “Journal of Evolution and Technology”; USA
  11. Greg's Weather Center; hurctrack@aol.com
  12. Ernani de Lima; School of Meteorology; U. Oklahoma
  13. De Rubeis, Valerio; Istituto Nazionale di Geofisica; Roma
  14. James Hughes, Director do “Journal of Evolution and Technology”; USA
  15. Some Limits to Global Ecophagy by Biovorous Nanoreplicators, with Public Policy Recommendations”; 2000
  16. “The Singularity is Near: When Humans Transcend Biology”; Raymond Kurzweil; 2005
  17. Principais células dos sistemas imunitários naturais
  18. Discovery-Spiders, Synchronization in chaotic systems, COSIS.net - Great Debates - Session Programme,
  19. Weather Modification Association,
  20. Weather Modification Links-Nevada State
  21. COSIS.net - Great Debates - Session Programme
  22. Weather Modification Association,
  23. Weather Modification Links-Nevada State

Segurança em Tempo Real

A Segurança Pública deveria poder ser melhorada usando os interfaces Cérebro-computador [1].

A Proteção Civil também poderá ser muito automatizada, o que a tornará mais eficiente e eficaz. Ajudada pelos Sensores e Microprocessadores na Vigilância e Deteção, pela Inteligência Artificial na Coordenação e pela Robótica Inteligente no Salvamento.

Political, Financial e Serial Killers: uma Solução?

É um problema que ninguém diz como resolver, nem sequer a longo prazo…

Em vez disso, continua-se a acreditar que, com os meios actualmente disponíveis das polícias de segurança pública, se irá lá… talvez com novas expansões dos sistemas de segurança nomeadamente de vigilância das trocas via internet, talvez através da expansão da videovigilância… mas sempre com a oposição sistemática dos defensores da privacidade…

Political Killers aparecem frequentemente à luz do dia através de manifestações inesperadas, em países aparentemente estabilizados através de democracia representativa.

Os Financial Killers, sobretudo patrões de empresas (segundo um grande pensador actual, num número recente “Hors Série” do “Nouvel Observateur”, eles são os verdadeiros responsáveis pelas políticas financeiras das mesmas) matam muita gente lentamente através da exploração indirecta da mesma.

Quanto aos Serial Killers, não matam tanta, mas matam alguma, inesperadamente: foi o Breivik, da Noruega, o país de maior qualidade de vida do Mundo, e muitos outros serial killers de idades e perfis inesperados, em particular da América, a última dos quais uma mulher Miranda, que simplesmente pertence a uma chamada igreja do Diabo: continuam a matar às dezenas de cada vez, e sem qualquer motivo objectivo nem consideração pela idade ou condição das mesmas.

Não haverá solução?

Se pensarmos a longo prazo e nos desenvolvimentos previsíveis das Tecnologias da Informação e da Neurofisiologia, tal solução poderá começar a vislumbrar-se. Seria a ligação permanente dos sistemas das polícias a sistemas de vigilância multidisciplinares.

Já existem tecnologias incipientes para detetar pensamentos no Cérebro, emoções (v. trabalhos de mestrado de Luis Anjos na U. Minho), e mesmo intenções de executar determinadas ações. Atenção para a investigação feita no Karlsruhe Institute of Technology, considerado um dos melhores centros de investigação da Alemanha, sobre Avaliação da Neurotecnologia, pelo Doutorando Teycal Velloso (gabriel.velloso@partner.kit.edu).

Combinando esses 3 elementos, devidamente computados em tempo real por sistemas de inteligência artificial, para os sistemas das polícias, deveria ser possível ter uma vigilância alargada sobre os cidadãos em geral… e não só sobre os perigosos (infelizmente os vários serial killers de que falámos não foram considerados suficientemente perigosos para estarem em tempo real sob vigilância apertada…).

Portanto, parece de toda a propriedade que se comece a investigar a combinação dessas 3 tecnologias.

  1. Brain Computer Interface

3200 Civilização Panetária

Nós, Terrestres, ainda não esgotámos totalmente a energia do nosso Planeta, não chegámos sequer a uma Civilização Planetária. Dentro de um milhar de anos aproximadamente, poderíamos ascender a tal civilização.

Essa Civilização deverá ter a capacidade de modificar o Clima, o que seria uma ferramenta de prevenção de muitas das catástrofes mais mortíferas com que nos defrontamos atualmente (as Tempestades continuam a causar devastação de centenas de milhar em muitos países).

Que solução?

O problema é que o Clima é um sistema altamente caótico e que não se sabe se alguma vez será possível prevê-lo; portanto, será necessário tentar modificá-lo.

Já existem neste momento algumas tecnologias para tal, p. ex. na área dos Furacões, Trovoadas Severas e Tornados [1]; têm sido semeados grãos de determinadas substâncias nas nuvens para impedir que os tornados ocorram [2] e são também bem conhecidas as operações feitas em Pequim para evitar que, durante certas provas dos Jogos Olímpicos, chovesse…

Uma Civilização Planetária, além da possibilidade de modificar o Clima poderá trazer (Michio Kaku)[3]:

- Uma revolução informática com uma rede de telecomunicações e, consequentemente, uma rede económica;

- Uma revolução biomolecular com o conhecimento necessário para curar doenças e alimentar a população; e

- Uma revolução quântica com a força motriz e os materiais necessários para tal.

Mas…

A Humanidade permanecerá ainda vulnerável a catástrofes astronómicas e ambientais.

Ela “poderá enviar minúsculos grupos exploratórios aos planetas e até às estrelas próximas, mas a sustentação de tais colónias esgotará rapidamente os seus recursos… Uma tal civilização basear-se-á num sistema de comunicação, cultura e economia planetários… As divisões e cicatrizes que afligem uma civilização como a nossa desvanecer-se-ão” (esperemos...).

Tal Civilização, apesar de desejável, deverá no entanto, enfrentar vários perigos: “A transição da nossa civilização para a Planetarização é a mais perigosa de todas as transições: idades glaciares, impactos de objetos cósmicos, explosões de estrelas supernovas, e desastres ambientais como o Efeito de Estufa, a extinção em massa de outras espécies, a Guerra Nuclear, as fraturas políticas sociais e económicas, e a homogeneização genética (que poderá parar a Evolução). Muitas poderão ser as causas potenciais de tais perigos: o Cosmos, a Indústria Química, o Urânio, a Desordem Social e a Compressão espacial da Humanidade; a sua disseminação populacional por todo o Planeta poderá fazer com que a Evolução Humana pare, já que ela só se processa havendo ambientes agrestes não povoados; uma solução seria a Humanidade intervir no respetivo genoma”. [4]

Michio Kaku no seu livro "Física do Impossível" apresenta Tecnologias eventualmente impossíveis, nomeadamente:

- Tecnologias hoje impossíveis, mas que não violam as Leis da Física; talvez possíveis neste século ou no próximo

  1. Greg's WeatherCenter; hurctrack@aol.com
  2. Ernani de Lima; School of Meteorology, U. Oklahoma; nascimento@ou.edu
  3. 3001 final oddisey
  4. Abandon Earth—Or Face Extinction Stephen Hawking Big Think

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IMORTALIDADE

 

 

 

 

 

 

Morte: o "responsável", como de tudo o resto, todos sabemos quem é: Deus ("Joie de Croire, Joie de Vivre", de François Varillon). Razão apontada pelo Ex-Secretário da Conferência Episcopal Francesa: Deus criou, para amar, um ser que tinha de ser duma natureza diferente da Sua, logo finito.

Tal finitude exprime-se (1) no tempo finito de vida terrena, e, antes de mais, (2) na Doença: será possível curar totalmente as Doenças?

 

Cura de Doenças

Artigo de Jean-Louis de Montesquiou, sobre o livro de Ray Kurzweil "Serons nous Bientôt Immortels?":

"A opinião de Ray Kurzweil sobre este problema é fácil de resumir. A Biologia, uma vez conseguidos os recentes avanços na descodificação do genoma, tornou-se numa "tecnologia da informação" nova e, como as suas irmãs, agora está-se a mover à velocidade máxima, de forma quase exponencial de facto.

Está na mão o controle ou a cura de uma série de doenças genéticas e mesmo alguns aspectos do envelhecimento

Dentro de alguns anos, a biotecnologia não só vai compreender a componente genética de várias doenças, mas será possível fazer para os nossos genes "engenharia reversa", ou seja, a sua reprogramação.

Se não podemos falar ainda de expansão importante da vida, pode, contudo, mencionar-se já a sua expansão - um ganho de qualidade sobre a quantidade. Que já não é para ser desprezado."

 

Conserto do Corpo

Baseando-me num artigo da “Science et Vie”, “La Science aux Portes de l’Impossible” [1] , vou analisar a possibilidade de se repararem órgãos que falhem: Contrariamente à perspetiva de o Corpo ser algo que se vai degradando irreversivelmente, é apresentada agora uma nova perspetiva que é a de o Corpo poder ser consertado….

O ponto mais importante focado no artigo referido é o retardamento do envelhecimento deixar de vir dos tratamentos atualmente disponíveis nas Farmácias e Clínicas, mas passar antes a vir do conserto de órgãos que falhem, como se da manutenção dum carro se tratasse...

Tal manutenção deveria poder vir a fazer-se através da regeneração de tecidos e órgãos com células produzidas a partir de células indiferenciadas, células que não têm nenhuma função específica e que poderão obter-se por vários processos, p. ex. o usado por James Thomson da U. Wisconsin-Madison [1].

Em Novembro de 2007, Yamanaka criou, a partir de uma célula da pele, uma célula indiferenciada: Reprogramou os respetivos genes de modo a fazer a célula voltar atrás ao estado de célula indiferenciada, e depois desenvolver-se em células diferenciadas de vários tipos. Estão previstos para breve ensaios clínicos de células indiferenciadas embrionárias em pessoas com insuficiência cardíaca ou com paralisia da espinal medula…

[1] Melhor Revista do Ano em França; Nº 1103, Agosto de 2009

 

Longevidade Indefinida [1]

Num debate da Rede LinkedIn um dos temas que vieram à baila foi o do Prolongamento da Vida.

James Clement, Board Member da Alcor Life Extension Foundation:

  • O Prolongamento da Vida não acontecerá no vazio. O progresso tecnológico poderá resolver todos os problemas que ele põe. Há igualmente uns estudos feitos por Leonid Gravrilov, um Demógrafo, que mostra que, mesmo com um extremo prolongamento da vida, a população mundial só atingiria um máximo de 9 biliões, começando depois a decrescer (Nota de Rui Barbosa: Não pomos a questão nesse pé; pressupomos que venha a haver maneiras de a resolver, nomeadamente através da emigração para outros planetas...).
  • O Cancro, a Doença cardiovascular, a Alzheimer, etc., etc... são, antes de mais, doenças de velhos, não de jovens; estes não apanham Cancro, Doença cardíaca, ou Alzheimer, porque os seus sistemas imunitários, as células indiferenciadas, e outros mecanismos de reparação, estão em plena força. Essas doenças serão provavelmente curadas só como resultado da derrota do Envelhecimento.

António Coutinho, Grande Biólogo, disse que dentro de algumas décadas não se morrerrá mais de Doença, mas de Senilidade; por volta do ano 2000 (que já ultrapassámos), o processo de envelhecimento já deveria estar quimicamente controlado.

  1. Nobel 2009: Protecção e envelhecimento das células - longevidade e cancro

 

Rejuvenescimento

Em vez da paragem do Envelhecimento, o Rejuvenescimento conta já com alguma investigação…

“A primeira pessoa capaz de vir a viver 1000 anos já provavelmente nasceu. “ (Aubrey de Grey, Ex-universidade de Cambridge, e Presidente da Fundação Sense que apoia vários projectos científicos em instituições e universidades [1]).

A teoria de De Grey consiste resumidamente no combate ao que ele considera serem os pilares do Envelhecimento:

  1. Acumulação de Radicais livres
  2. Perda de Células
  3. Mutações do ADN

A teoria é considerada totalmente utópica pela maior parte dos cientistas.

Há muitas outras áreas da Saúde em pleno desenvolvimento, por exemplo, as indicadas em [2]

Referências

  1. "Ray Kurzweil, Bientôt immortel?“; JPB; Automates Inteligents Magazine; ; 05/12/04
  2. “Vivre Mieux et Plus Longtemps”, Nouvel Observateur, 2 a 8 de Janeiro 2014.

 

Congelação de Cadáveres

Uma via já possível de prolongamento excecional da Vida é a Congelação de Cadáveres (“Criogenia”).

Lancei um debate sobre “Que espera que o Transhumanismo venha a conseguir fazer?”, na Rede Profissional LikedIn [1] .

Um dos temas que vieram à baila foi precisamente esse.

Shannon Vyff, Independent Writing and Editing Professional, disse o seguinte:

“… Não é preciso ser-se milionário para uma pessoa se inscrever numa Empresa de Criogenia – estas, se se quiser preservar o corpo inteiro, vão buscar $28.000 (através do ‘Cryonics Institute’ [2]) ao seguro de vida de quem o pretender.

- O que deve ser prioritário: o Prolongamento da Vida para alguns, ou a cura do Cancro para muitos mais?…

  1. H+ Community; Rede Social Profissional LinkedIn; http://www.linkedin.com/groups?gid=37645&goback=%2Eana_37645_1259841299213_3_1%2Eand_37645_10499040_1259841299213_1%2Eand_37645_10499040_*2_1%2Eand_37645_10499040_1259847148160_1
  2. Seeking Free Cryonics at CryoFreedom

 

Substituir todas as partes do Corpo e do Cérebro por elementos artificiais não biodegradáveis?

[1]. Minsky explicou há anos que, qualquer que seja a perícia posta nos Cuidados de Saúde ou na Engenharia Médica, nunca será possível ultrapassar o desgaste a que estão sujeitos os organismos biológicos… e que, por isso, não valerá de nada procurar a extensão da vida por esse método; e que “encontraremos sempre maneiras de substituir todas as partes do Corpo e do Cérebro” por elementos artificiais não biodegradáveis (repare-se "au passant" que Minsky aceita, implicitamente, a existência da Alma), a Alma passaria então a animar um corpo materialmente imortal. Não se trata de transferir o meu sistema neuronal para um robô, o que Klaus Hepp [2], Cientista da Escola onde ensinou Einstein, consideraria nada mudar quanto à minha mortalidade...

O Futurologista Ray Kurzweil, explicou no Boston Globe [3] que, tendo 56 anos, poderia esperar viver quase eternamente se se preservasse de boa saúde nos próximos 20 anos e Aubrey de Grey de Cambridge [4] [5] [6] disse que “A primeira pessoa que poderia viver mais de 1000 anos poderia já estar entre nós”…. Daí até lá, as Biotecnologias, as Nanotecnologias, e a Robótica, permitiriam substituir tudo o que estivesse deficiente no corpo humano para nos tornarmos materialmente imortais…

O mesmo geneticista Aubrey de Grey explica como fazer, tendo ele um projeto (“SENSE”) que pormenoriza os diferentes procedimentos que permitiriam viver mais ou menos 1.000 anos, estando tal projeto já a trabalhar há bastante tempo sobre ratos.

O prolongamento indefinido da vida terrena deveria pois vir a ser possível [7] [8] [9].

Segundo a Religião, a Morte será eliminada no Fim dos Tempos

  1. Franco Cortese, Death is Dumb!, Humanity+ magazine
  2. ETH Zurich - People Finder - Klaus Hepp
  3. http://www.boston.com/news/globe/magazine/articles/2004/10/31/the_futurist
  4. Death is Dumb!
  5. Aubrey de Grey Personnel page
  6. Aubrey de Grey at TransVision 2010 on SENS and SENS Foundation: recent progress, SENSE
  7. About Immortality Institute
  8. ImmInst International Conference, Brussels - 9th and 10th of October 2010, ImmInst.org Forums - Português
  9. The Futurist - The Boston Globe

 

A Imortalidade Segundo o Cristianismo

Cardeal Ratzinger, hoje Papa Emérito: “Na Teologia Católica colocou-se a questão do quê da Ressurreição e da sua relação com o Tempo…

Cada morte é uma entrada no totalmente outro, no que não é tempo mas Eternidade; esta não vem depois do tempo…, é o outro lado do ser temporal, lado esse já hoje presente.

Cada morte é uma morte (Nota do Autor: 'com o fim de se tornar eterno'), para o ‘fim dos tempos’, no ‘eschaton’ total, para a ressurreição e realização total JÀ PRESENTES, que é, segundo Cristo, o que mais interessa).[1]

Lázaro regressou à vida e mais tarde voltou a morrer... se tivesse sido "imortal" nunca mais teria morrido.

A Imortalidade Material é também muito diferente da dum "corpo ressureto": Cristo não foi "imortal", morreu, e ressuscitou:

na excelente obra [2] tem-se uma definição muito pormenorizada da ressureição de Cristo: esta foi comprovada concretamente por Tomé no ato de tocar o corpo de Cristo vivo, depois de morto: não foi o aparecimento de um fantasma ou espírito, mas antes de um corpo real, ressureto.

É tudo o que sabemos da Ressureição.

O verdadeiro ponto de relação com a Imortalidade não está, pois, no tempo que há-de vir, mas no Senhor que vive…”.

[1] “Credo para Hoje – Em que acreditam os cristãos”; Cardeal Ratzinger – Bento XVI; p. 165 – 186

[2] Joie de Croire, Joie de Vivre, François Varillon, Ed. Bayard

[3] Catholic Encyclopedia Eternity

 

Imortalidade segundo o Transhumanismo 

Transhumanismo significa “para além do Humanismo” [i]

De uma maneira concreta, pretende-se que o Transhumanismo intervenha no Corpo e na Vida dos seres vivos, tentando erradicar a Doença, proporcionando vidas mais longas, uma inteligência muitíssimo mais potente e mesmo a imortalidade material [ii]. Ele defende a aplicação ética da tecnologia ao universo em geral, nomeadamente à árvore da Evolução [iii].

Num patamar meramente científico, a proposta de um dos melhores cientistas atuais, do MIT, Minsky, é que comecemos a pensar sobre as nossas novas identidades emergentes. Agora nós podemos projetar sistemas baseados em novos tipos de seleção não natural que possa explorar planos e metas explícitas, e também a herança de características adquiridas”.

Totalidade das minhas crónicas em Transhumanismo Portugal, transhumanismo@sapo.pt.

[i] Nietzche, the Overhuman, and Transhumanism (http://jetpress.org/v20/sorgner.htm)

[ii] A World Transhumanist Association foi fundada em 1998 pelos Filósofos Nick Bostrom Ph.D. e David Pearce.

[iii] Will Robots Inherit the Earth?, Marvin Minsky (http://web.media.mit.edu/~minsky/papers/sciam.inherit.html)

[iv] O Vaticano criticou derivas deste movimento, no seu documento de 2002 “Comunhão e Serviço: Pessoas humanas criadas à imagem de Deus”



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Quarta-feira, 20 de Março de 2013
HUMANOIDES

 

 

 

 

 

 

 

 

Vida Natural e Artificial

Segundo a Religião, foi Deus quem criou a Vida. Mas em 1999 foi anunciado na revista científica “Science” que um grupo de cientistas Japoneses tinha descoberto a natureza da faísca que teria produzido, numa sopa de moléculas, a centelha da vida; e que “conseguiu produzir alguns dos componentes moleculares de que são feitas as proteínas da vida” [1].

Muito diferente disto é produzir “vida artificial”, isto é, sistemas com uma ou várias características dos sistemas vivos naturais (reproduzir-se, movimentar-se, crescer, evoluir, etc.) com base em elementos artificiais, inorgânicos (que podem ser digitais, criados em proveta, mecânicos, etc.). Um dos pontos de partida possíveis é a Nanotecnologia, que não deveria estar operacional antes de 2050, apesar dos avanços havidos nesta área [2] [3] [4] [5]

  1. Science; 5-2-1999; citado no Diário de Notícias de 9-2-1999
  2. Kaku, Michio; Visões - Como a Ciência Irá Revolucionar o Século XXI; Ed. Bizâncio
  3. Artificial Life Programme, (http://www.inf.ed.ac.uk/research/programmes/alife/); School of Informatics, U. Edinburgh
  4. Complexity and ALife
  5. University of Birmingham Emergent Behaviour

Vida Artificial Informática

“A Nanotecnologia é a compreensão e controlo da matéria em dimensões de aproximadamente 1 a 100 nanómetros (1 nano = 10ˉ9 metros), onde fenómenos únicos na Natureza permitem aplicações novas: À escala nanométrica, as propriedades físicas, químicas e biológicas da matéria em quantidade, ou dos materiais, diferem de modo fundamental, e valioso, das propriedades dos átomos e moléculas individuais. Abrangendo simultaneamente a Ciência, a Engenharia e a Tecnologia do nanomensurável, a Nanotecnologia envolve a captação de imagens, a medição, a modelação, e a manipulação (deslocação de átomos/moléculas, que se faz muitas vezes usando microscópios eletrónicos) da matéria à escala nanométrica.

A Investigação e Desenvolvimento da Nanotecnologia dirigem-se para a compreensão e criação de materiais, dispositivos e sistemas melhorados, que explorem as propriedades específicas que a nanomatéria tem” [1]. A Robótica Molecular [2] “é um campo emergente e altamente interdisciplinar que procura produzir materiais e dispositivos novos à escala nanométrica, por interação direta com as estruturas atómicas. Enquanto a Química convencional se baseia em fenómenos de conjunto, tais como a Difusão, para criar estruturas automontáveis, a Robótica Molecular consiste em dispositivos que manipulam estruturas aplicando forças externas e posicionando átomos e moléculas com precisão; é uma tecnologia revolucionária que tenta exercer um controle fino sobre a estrutura da matéria, análogo ao que nós podemos atualmente exercer sobre os ‘bytes’ da informação".

Replicação

Se tomarmos os robôs moleculares como os equivalentes das células dos seres vivos, então poderemos perguntar-nos se não será possível fazer com que eles se repliquem. Deveria haver pelo menos 2 formas de replicar robôs moleculares: por operação dum mecanismo externo [3], ou por autorreplicação [4].

Seguindo Minsky, se pudéssemos vir a usar 1 robô autorreplicante e precisássemos duma semana para que ele fizesse 1 cópia de si próprio, então ele poderia produzir 1 bilião de robôs em menos dum ano… [5].

  1. National Nanotechnology Initiative (NNI); programa federal de coordenação da Investigação e Desenvolvimento feitos por várias agências em ciência, engenharia, e tecnologia à escala nanométrica. www.nanoengineer-1.com
  2. Laboratory for Molecular Robotics; Computer Science Department, University of Southern California, Los Angeles; http://www.cs.usc.edu/
  3. Requicha, Ari; Laboratory for Molecular Robotics, Computer Science Department, University of Southern California, Los Angeles; http://lipari.usc.edu/~lmr/
  4. Kaku, Michio; Visões - Como a Ciência Irá Revolucionar o Século XXI; Ed. Bizâncio
  5. Robôs Moleculares Replicantes; Molecular Robotics, U. Sussex, Reino Unido

Outras referências

  1. Nanorobotics To Cure Brain Tumour Pdf PDF | Download Free Ebook ...
  2. Nanorobots Against Tumor Tissues
  3. Nanotechnology Now - Press Release: "Nanorobot bacteria analyzer ...
  4. What is nanorobot ? - Ask or Answer Computers & Technology ...
  5. YouTube - Robovie-nano Robot
  6. Robô origami em nanoescala sai da ficção científica para se tornar ...
  7. Nanotechnology In Cancer Detection And Treatment
  8. Nanotechnology
  9. Keegy United States - Nanorobot capaz de modificar ADN
  10. How To Build A Nano Robot
  11. Crean nanorobot capaz de mover átomos y moléculas con una ...
  12. Nanorobot
  13. Nanotechnology in Cancer Treatment
  14. Nanoscale robot arm can position atoms - FRDB
  15. YouTube - Robovie-nano Robot
  16. Nanobot, nanorobot, nanite, nanomáquinas
  17. 16-nano robots
  18. Nanorobotics
  19. Futuro da Nano-Medicina
  20. Que pode fazer-se com Nanorobôs?
  21. Nanorobô a atacar um vírus (vídeo)
  22. Nanorobotics
  23. Bacteria or man-made nanorobots, in combination with hard materials can constitute a 'smart material' which can dynamically alter its microstructures, repair damage, or power microdevices
  24. Nanorobotics System
  25. Nuclear Powered Nanorobots to Replace Food
  26. Science and technology news stories tagged with keyword: nanorobot
  27. A Nanorobot System and Methods for Well Logging
  28. Peptic Ulcer Detection Using DNA Nanorobot
  29. Nanorobots in Anatomical Research PDF: Download, open and convert ...
  30. Controlled Nanorobot Capable of Performing Non-Invasive Cancer Surgery
  31. The next medical frontier: nano-surgery
  32. Nanorobots PDF | Download Free Ebook Nanorobots
  33. Nanorobot Communication Techniques: A Comprehensive Tutorial
  34. Nanorobot: A versatile tool in nanomedicine
  35. Nano-robotics
  36. Nano-robô poderia detectar tumores
  37. Débat public sur les options générales en matière de développement et de régulation des nanotechnologies
  38. Nanotecnologias-Comissão Europeia
  39. Nanotecnología, aprovechar los beneficios sin riesgos alimentarios

Humanóides... "Vivos"

Poderá o Homem produzi-los?

Vimos que deveria ser possível provocar o desenvolvimento, a partir duma “célula” artificial primordial constituída por um Robô Molecular, de “animais” artificiais simples.

A “Evolução” Artificial deveria poder, mesmo, desembocar em “embriões” na linha do projecto Embriologia e Evolução Artificiais [1]:

- “Trata-se de estudar princípios do desenvolvimento biológico que sejam úteis para fazer evoluir agentes artificiais modulares em simulações fisicamente realistas, a fim de produzir agentes com comportamentos cada vez menos triviais”.

Poder-se-á, então, fazer a pergunta: “São os robôs dispositivos tecnológicos que tenham de ser desenvolvidos e controlados por um engenheiro, ou poderiam esses mesmos robôs desenvolver-se e controlar-se a si próprios autonomamente?” Tal parece possível: “Os robôs construídos no quadro desta abordagem devem poder adaptar-se à informação incerta e incompleta em ambientes constantemente em mudança, e existe pelo menos uma técnica de construção que consiste em imitar o processo de aprendizagem dum organismo natural isolado.”

Tais embriões deveriam poder desembocar em animais artificiais adultos, segundo o projeto “Morfologia e Comportamento de Seres Virtuais” [2] e poderiam provavelmente também chegar a ser parecidos com os humanos até ao nível celular: A série Battlestar Galactica apresentou essa ideia que pensamos também ser possível.

Esses humanoides deveriam saber sobreviver em ambientes eventualmente hostis [3] e vir a ter comportamentos complexos e evolutivos [4] [5]; já para não falar de se poderem replicar: a construção dum Macrorrobô replicante era a dada altura um objetivo a longo prazo (Renato Zacaria; U. Génova, Itália).

Todos estes projetos mostram que um Robot Sapiens [6][7] já se está a preparar … Mas … Até onde poderá ir tal espécie artificial?

  1. The Artificial Ontogeny Project; http://www.ifi.unizh.ch/ailab/projects/emb/
  2. The Artificial Ontogeny Project; http://www.ifi.unizh.ch/ailab/projects/emb/
  3. Biomorfo, Living Machines; Tilden, Mark; Laboratório Los Alamos do Novo México
  4. Wei-PO-Lee
  5. Artificial Life
  6. The First Conscious Machines Will Probably be in Wall Street (Comments on Facebook)
  7. “Robot Sapiens”; Menzel, Peter e de D’Alluzio, Faith; Ed. MIT Press

Cérebro Artificial [1]

“Um dia deverá ser praticável construir a Memória num dispositivo tão pequeno como uma ervilha, usando a Nanotecnologia… ½ minuto corresponderá então a um ano para nós, e cada hora a uma vida humana inteira…”. A 18 de Agosto de 2011, pesquisadores da IBM revelaram uma nova geração experimental de chips de computador projetados para emularem as capacidades do Cérebro para a ação, perceção e cognição. A tecnologia poderia proporcionar muitas ordens de grandeza de menor consumo de energia e espaço do que os usados nos computadores de hoje. Numa rutura drástica com os conceitos tradicionais de conceção e construção de computadores, os chips de computação neuro sináptica recriam os fenómenos que se dão entre neurónios e sinapses nos sistemas biológicos, tais como o Cérebro, através de algoritmos avançados e de circuitos de silício. Os seus dois primeiros chips de protótipo já foram fabricados e estão atualmente em fase de testes.

Chamados “computadores cognitivos”, os sistemas construídos com esses chips não serão programados da mesma forma que os computadores tradicionais o são hoje. Em vez disso, os computadores cognitivos devem aprender através de experiências, encontrar correlações, criar hipóteses, e lembrarem-se - e aprender com - os resultados, imitando a plasticidade estrutural e sináptica dos cérebros.

Para fazer isso, a IBM está combinando princípios da nanociência, neurociência e supercomputação como parte de uma iniciativa plurianual de computação cognitiva. A empresa e seus colaboradores universitários também anunciaram um financiamento para a Fase 2 do projecto “Sistemas de Eletrónica Escalável Plástica e Adaptativa” (SyNAPSE). O objetivo é criar um sistema que não só analisa as informações complexas a partir de várias modalidades sensoriais de uma só vez, mas também se reformula dinamicamente nas suas ligações à medida que interage com o seu ambiente - tudo isso rivalizando com o tamanho compacto do cérebro e o seu baixo uso de energia. Os futuros chips serão capazes de ingerir informações complexas, ambientes do mundo real através de múltiplas modalidades sensoriais e agir através de modos que usem múltiplos motores de forma coordenada, de maneira dependente do contexto. Por exemplo, para abastecer as prateleiras duma mercearia poderia usar uma luva instrumentada que monitorizasse imagens, cheiros, textura e temperatura para produzir sinais de alerta de alimentos em mau estado ou contaminados. Encontrar sentido, em tempo real, em inputs fluindo a um ritmo cada vez mais vertiginoso seria uma tarefa hercúlea para os computadores de hoje, mas seria natural para um sistema de inspiração cerebral."

  1. “Artificial Minds” de Franklin, Stan
  2. Neuroinformatics
  3. Suzanne Gildert on Thinking about the hardware of thinking
  4. Hans Moravec, Marvin Minsky, Michio Kaku, etc.

Segurança em Tempo Real

A Segurança Pública deveria poder ser melhorada usando os interfaces Cérebro-computador [1].

A Proteção Civil também poderá ser muito automatizada, o que a tornará mais eficiente e eficaz. Ajudada pelos Sensores e Microprocessadores na Vigilância e Deteção, pela Inteligência Artificial na Coordenação e pela Robótica Inteligente no Salvamento.

Political, Financial e Serial Killers: uma Solução?

É um problema que ninguém diz como resolver, nem sequer a longo prazo…

Em vez disso, continua-se a acreditar que, com os meios actualmente disponíveis das polícias de segurança pública, se irá lá… talvez com novas expansões dos sistemas de segurança nomeadamente de vigilância das trocas via internet, talvez através da expansão da videovigilância… mas sempre com a oposição sistemática dos defensores da privacidade…

Political Killers aparecem frequentemente à luz do dia através de manifestações inesperadas, em países aparentemente estabilizados através de democracia representativa.

Os Financial Killers, sobretudo patrões de empresas (segundo um grande pensador actual, num número recente “Hors Série” do “Nouvel Observateur”, eles são os verdadeiros responsáveis pelas políticas financeiras das mesmas) matam muita gente lentamente através da exploração indirecta da mesma.

Quanto aos Serial Killers, não matam tanta, mas matam alguma, inesperadamente: foi o Breivik, da Noruega, o país de maior qualidade de vida do Mundo, e muitos outros serial killers de idades e perfis inesperados, em particular da América, a última dos quais uma mulher Miranda, que simplesmente pertence a uma chamada igreja do Diabo: continuam a matar às dezenas de cada vez, e sem qualquer motivo objectivo nem consideração pela idade ou condição das mesmas.

Não haverá solução?

Se pensarmos a longo prazo e nos desenvolvimentos previsíveis das Tecnologias da Informação e da Neurofisiologia, tal solução poderá começar a vislumbrar-se. Seria a ligação permanente dos sistemas das polícias a sistemas de vigilância multidisciplinares.

Já existem tecnologias incipientes para detetar pensamentos no Cérebro, emoções (v. trabalhos de mestrado de Luis Anjos na U. Minho), e mesmo intenções de executar determinadas ações. Atenção para a investigação feita no Karlsruhe Institute of Technology, considerado um dos melhores centros de investigação da Alemanha, sobre Avaliação da Neurotecnologia, pelo Doutorando Teycal Velloso (gabriel.velloso@partner.kit.edu).

Combinando esses 3 elementos, devidamente computados em tempo real por sistemas de inteligência artificial, para os sistemas das polícias, deveria ser possível ter uma vigilância alargada sobre os cidadãos em geral… e não só sobre os perigosos (infelizmente os vários serial killers de que falámos não foram considerados suficientemente perigosos para estarem em tempo real sob vigilância apertada…).

Portanto, parece de toda a propriedade que se comece a investigar a combinação dessas 3 tecnologias.

  1. Brain Computer Interface

Humanoides com “Consciência”

Segundo Michio Kaku [1], a Informática, a Biologia Molecular e a Física Quântica deveriam permitir construir cérebros inteiramente artificiais. Por outro lado, segundo um emérito biólogo da Evolução [2], a Consciência Humana poderia ser um produto de sistemas complexos do Cérebro. Portanto, se os tais cérebros artificiais vierem a imitar os naturais, poderá deles vir a emergir uma consciência parecida com a nossa … Muito interessantes, a este propósito, os trabalhos a ser realizados no Santa Fe Institute, EUA, e, perto de nós, os da equipa de Robótica da Faculdade de Engenharia do Porto dirigida por Luis Paulo Reis (vencedora de 2 campeonatos mundiais de Futebol Robótico Simulado) que, em entrevista à Notícias Magazine, refere a emergência de consciência nos robôs [3] …. Não se pode confundir esta cOnsciência artificial com a humana [4].

  1. Kaku, Michio; Visões - Como a Ciência Irá Revolucionar o Século XXI, Ed. Bizâncio
  2. Wuketits em “Enigmas de Deus da Matéria e do Homem”; Hans-Peter Dürr et altri; Ed. Diário de Notícias
  3. The First Conscious Machines Will Probably be in Wall Street (Comments on Facebook)
  4. Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 382

 Humanoides “Sociáveis” e “Emotivos”

Ou seja, capazes dum comportamento interativo e comunicativo com o Homem, como aperar a mão [1].

A man shakes hands with robot 'Berti' at the Science Museum in London, Tuesday, Feb. 17, 2009.

The robot, a life size humanoid robot, is built to mimic human gesturing, and is on show at London's Science Museum from Feb. 17 to 19. (AP Photo/Kirsty Wigglesworth)

O objetivo é [1] “superar a barreira social Homem-robô, estando-se a desenvolver para tal um tipo de robô que tenha “personalidade” própria, e que possa comportar-se de acordo com as convenções sociais. A ideia é que a comunicação do Homem com o Robô deva tornar-se fácil e agradável, mesmo que o primeiro não seja treinado para tal…

Serão sociáveis os novos robôs muito desenvolvidos no Japão; ou outros mais técnicos, tais como os de Busca e Salvamento, Cirurgia Assistida, ou de Combate aos Incêndios, que se destinem a atuar em contextos habitados por humanos, e não em contextos que requeiram muito pouca (se alguma) interação com eles, como, p. ex. º, na inspeção de poços petrolíferos.

Por outro lado, se os robôs puderem vir a praticar várias formas de aprendizagem social (como a imitação, a emulação, a atuação sob tutela, etc.), também seria mais fácil para o ser humano dar-lhes formação….”

Vejamos alguns projetos desta área:

- Robótica Antropocêntrica [2]: trata-se de melhorar a interação Homem-Robô usando métodos de investigação próprios da Antropologia para estudar o que as pessoas pensam dos robôs

- Interação social entre pessoas e robôs [3]: trata-se, em particular, dum método de conceção de robôs para estes terem a interação apropriada com as pessoas

- Robôs rececionistas [4]: ajudantes úteis, socialmente competentes, e suficientemente convincentes para se interagir com eles durante um período de tempo prolongado; robôs esses que, para além de dar informações sobre as organizações em causa e os vários gabinetes, tenham “personalidades” que se vão revelando ao longo do tempo através da interação com as pessoas e das conversas telefónicas com os amigos e familiares das mesmas …

- Robôs vivos que respirem [5]: são muito variados os robôs a serem investigados neste projeto: robôs humanoides, cérebros sintéticos, agentes artificiais inseridos em vestuário multimédia que cooperem com os seres humanos a fim de aprenderem; criaturas artificiais postas no mundo tais como se de insetos se tratasse, ou robôs com interação social do tipo da humana, que ainda não sejam “seres vivos” (artificiais…)

Mas…

Deverão os Humanoides vir a ter também emoções (Medo, Desejo/antecipação, Ódio, Abandono, etc.)?

Sim, para poderem interagir socialmente duma maneira convincente, e, também, para sobreviverem, como acontece com os animais...

Os “circuitos” neurológicos da Emoção Animal estão largamente distribuídos pelo Cérebro [6]: descobriu-se que neste reside o centro de comando das emoções referidas. Como implementar as emoções nos robôs [7]? Rodney Brooks, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), definiu uma metodologia para tal [8].

Com tais humanoides, poderemos entregar-lhes muitas catividades que para nós são desagradáveis …

  1. Cynthia Breazeal; Robotic Life Group, Media Lab, Massachusetts Institute of Technology (MIT)
  2. Anthropocentric Robotics; Robotics Institute, U. Carnegie Mellon, EUA; http://www.ri.cmu.edu
  3. Human-Robot Interaction; Robotics Institute, U. Carnegie Mellon, EUA; http://www.ri.cmu.edu
  4. Roboceptionist; Robotics Institute, U. Carnegie Mellon, EUA; http://www.ri.cmu.edu
  5. Living Breathing Robots, Massachusetts Institute of Technology (MIT)
  6. Número especial sobre a Emoção; Revista "Science et Vie"
  7. Agentes virtuais com emoções, “personalidade” própria, e comportamento “indeterminado”; “software” Charlote; Fujitsu
  8. Lino, Tiago; Estudante de Psicologia da U. Autónoma de Lisboa; tiko.alex@clix.pt

Humanóides que Decidem Sozinhos

Já vimos que uma característica do Homem é ter um Espírito Reflexivo muito mais potente que o autoconceito dos outros animais; e que este espírito como que “manipula” a Consciência [1], que é uma espécie de vídeo mental que ele faz voltar atrás no tempo e que leva até ao Futuro, experimentando soluções para problemas, de modo virtual [2], sem os ter de experimentar na vida real. Ele é o instrumento da capacidade de decisão consciente.

O Espírito Reflexivo é uma vantagem evolutiva pois permite evitar situações perigosas para a sobrevivência daquele que o possui. E, também, um instrumento de trabalho, pois praticamente todas as tarefas que os seres humanos executam requerem capacidade de decisão consciente, já sem falar daquelas onde essa capacidade é muitas vezes levada ao limite, como algumas de Piloto Aeronáutico (ex. º: a amaragem no Hudson…), de Cirurgião e de Busca e Salvamento … Portanto, se quisermos que os Humanoides nos substituam o mais possível nesses trabalhos, eles precisarão de ter, também, uma simulação do espírito reflexivo humano que poderá, aliás, ser até, em determinadas áreas, muito mais potente que aquele (lembre-se o computador que ganhou ao Campeão do Mundo de Xadrez…).

Muito depois de 2100, segundo Michio Kaku [3], deveríamos ter a possibilidade de conhecer a totalidade do cérebro humano; (no entanto, Klaus Hepp, Professor Emérito da famosa ETH de Zurique [4], diz da impossibilidade de se conhecer a Auto-consciência…) e construir humanoides que tomem decisões sozinhos … podendo atuar como empregados nossos.

Também por esta altura, e ainda segundo Kaku, existiria a possibilidade de os Humanoides serem “autoconscientes” (poderem estabelecer os seus próprios objetivos, tomar decisões de modo independente) e acuarem como assistentes dos seres humanos (tipo “mordomo”); possibilidade de transferir para corpos metálicos o conteúdo de redes neuronais humanas.

Mas … serão tais humanoides um perigo tanto para os seres humanos como para os bens materiais? … Já que terão capacidade de decisão independente que os libertará do telecomando humano …

Para obviar a esse perigo, será necessário que:

1 Eles sejam construídos de acordo com as 3 leis que Asimov definiu há já muitos anos, e que nós expandiríamos para os bens materiais:

1.1 Nenhum robô poderá causar dano a nenhum Ser Humano, ou bem material (neste caso, exceto a mando do respetivo proprietário), ou, por inação, permitir que tal aconteça

1.2 Todos os robôs terão que obedecer às ordens dadas pelos Seres Humanos, exceto se elas entrarem em conflito com a 1ª Lei

1.3 Todos os robôs terão de se defender a si próprios, exceto se tal defesa entrar em conflito com a 1ª ou a 2ª leis.

Estas leis deverão provavelmente ficar consignadas no próprio hardware dos humanoides.

Além disso, será preciso que:

  1. Seja assegurada a correção de funcionamento dos mesmos humanoides, ao longo de todo a sua conceção e desenvolvimento [5]
  2. Os seus utilizadores tenham sempre a possibilidade de os desligar em caso de mau funcionamento... (princípio extensivamente defendido pelos cientistas).

Quanto à utilidade de termos tais humanoides, verifiquemos que já estamos rodeados de alguns dos seus precursores: “Estou a falar com o Sr.…?”, “Bom dia como está o Sr., está bem?”, “Em que lhe posso ser útil?….

Algumas referências importantes sobre os principais projetos mundiais de Robótica Humanoide poderão encontrar-se em [6].

Automatização Extensiva dos Sistemas

Esta possibilidade foi levantada po Arthur C. Clarke, deixando para os humanos apenas uma função de “desligar se necessário”. Na Proteção Civil os Robôs nomeadamente poderiam decidir por si próprios, embora sob supervisão humana as tarefas a executar nos locais de catástrofe...

  1. “Enigmas de Deus da Matéria e do Homem”; Hans-Peter Dürr et altri; Ed. Diário de Notícias
  2. No entanto, o Espírito não é o Eu, mas este está face a ele, podendo mesmo quase entrar em diálogo com ele…
  3. Kaku, Michio; Visões - Como a Ciência Irá Revolucionar o Século XXI, Ed. Bizâncio
  4. Hepp, Klaus
  5. Formal Verification of Autonomous Systems; Robotics Institute, U. Carnegie Mellon, EUA, http://www.ri.cmu.edu/projects e Automated Software Engineering Group, NASA Ames Research Center
  6. World's greatest android projects

 Evolução Artificial Informática

Vimos que deveríamos poder vir a construir “células” artificiais informáticas - os Robôs Moleculares; robôs esses que deveriam poder ser replicados por um mecanismo exterior, ou serem, mesmo, auto-replicantes.

Esses robôs poderão vir a ter a capacidade de se auto-organizarem [1] [2] [3]: também já se demonstrou que “enxames” de micro robôs, que apenas comunicam entre si por mensagens muito simples, podem ser programados para montarem estruturas que lhes tenham sido especificadas total ou parcialmente; eles deveriam mesmo ser capazes de se auto-organizarem em estruturas análogas aos órgãos naturais dos organismos superiores, e, no limite, em seres vivos complexos.

Na Universidade de Edimburgo [4] começou-se a estudar há anos a “Evolução” Artificial; deve-se a Tim Taylor [5] um interessantíssimo projeto orientado para uma evolução “de fim em aberto”, isto é, sem nenhum objetivo de partida (segundo Darwin, a Evolução teria o objetivo de permitir aos seres vivos sobreviverem; segundo Teillard de Chardin [6] o objetivo seria o aumento da consciência). Pretendia Tim Taylor criar um ambiente artificial no qual se pudesse dar uma evolução artificial qualitativamente semelhante à natural.

Tim Taylor trabalhou inclusivamente num sistema para aplicar estas ideias: o Cosmos (1996-1997), no qual centenas de programas de computador, escritos numa linguagem especial, tentavam “reproduzir-se” (copiar-se a si próprios) para novas partes da memória, em competição uns com os outros no que toca ao espaço de memória ocupado e ao tempo de computação despendido. De vez em quando, na autorreplicação, eram introduzidas mutações nos “genes”, de modo a que a geração seguinte ficasse potencialmente habilitada a melhorar, isto é, ficar mais bem adaptada a objetivos então fixados para tal evolução (numa evolução artificial o Homem pode fixar objetivos particulares) [7] [8] .

Um outro projeto implementado por Tim Taylor foi o Math-Engine: Tratava-se da produção, através de evolução artificial, de vários “animais” artificiais digitais, como p. ex. um “caranguejo”.

Por último, os mesmos seres vivos deveriam ser suscetíveis de se auto-organizarem p. ex. tal como as formigas naqueles carreiros que as donas de casa tanto temem…[9] [10] .

Muitos dos problemas insolúveis que a Humanidade tem poderão beneficiar da contribuição da Vida e Evolução Artificiais, porque há fenómenos que precisarão duma quantidade indeterminada de máquinas (replicadas por um mecanismo exterior ou auto-replicadas) e também da capacidade de as mesmas evoluírem para se adaptarem automaticamente às tarefas que se pretender que elas realizem

  1. "Active self-assembly" de Arbuckle, D. J. e de Requicha, A. A. G.; IEEE Int'l Conf. on Robotics and Automation, New Orleans, LA, April 25-30, 2004;
  2. Numa experiência feita no George Whitesides's Lab, placas de ouro de 20-micrómetros de largura empilharam-se em leques de colunas (Journal of the American Chemical Society)
  3. “Spatially evolving molecular information systems” de McCaskill, J.; Revista Biophysical Chemistry 66, 145 (1997)
  4. Artificial Life; U. Edinburgh, School of Informatics; http://www.inf.ed.ac.uk/research/programmes/alife/
  5. Taylor, Tim; “The COSMOS Artificial Life System”; Technical report and guide to COSMOS, Departmental Working Paper No.263; October 1997 (Version 2.0: May 1999); U. Edinburgh Department of Artificial Intelligence
  6. “O Fenómeno Humano”. Teillard de Chardin. Ed. Paulus
  7. Programação Genética
  8. Evolutionary algorithms; Tomassini, Marco; marco.tomassini@di.epfl.Ch
  9. Algoritmos de formigas; Ramos, Vítor; Instituto Superior Técnico
  10. Inteligência social; Marco Dorigo; U. Livre de Bruxelas
  11. Machines like us

Cylons, Battlestar Galactica

José Pedro Magalhães, Doutorando em Oxford [1]

É certo que o transhumanismo é geralmente visto como um pensamento para o futuro. Isto não é necessariamente o caso, como espero mostrar em posts futuros. Mas, por enquanto, vou-me limitar a introduzir uma série de ficção científica futurista com temática inquestionavelmente transhumanista, que levanta (pelo menos a meu ver) questões interessantes e que poderá ser de interesse a transhumanistas ou simpatizantes.

Falo de Battlestar Galactica.

Mais concretamente, da última versão, de 2003 e também chamada de Reimagined. O enredo parte da utilização de robôs por parte da humanidade para simplificação das tarefas. Com o desenvolvimento de robôs cada vez mais avançados, particularmente a nível de inteligência artificial, num determinado ponto estes robôs tornam-se conscientes e revoltam-se contra os seus criadores.

Esta nova raça, denominada Cylon, insurge-se contra a escravatura a que os humanos os submeteram, provocando uma longa e sangrenta guerra. Eventualmente um armistício é declarado, e durante 40 anos os humanos não têm qualquer contacto com os Cylons. Até que um dia eles voltam, e bombardeiam todas as colónias humanas com bombas nucleares. Conseguem isto através da desativação completa do sistema de defesa global dos humanos.

Assim, restam cerca de 50.000 humanos, que se encontravam no espaço no momento do ataque e cujas naves estavam equipadas com computadores antigos que não estavam ligados à rede global de defesa.

Em termos de temas transhumanistas, vemos imediatamente o do aparecimento de consciência numa entidade informática. Mas a série não se fica por aqui. Mais tarde é revelado que o ataque Cylon só foi possível através de infiltração de espiões Cylon nas forças armadas humanas. Tal infiltração foi fácil porque os Cylons desenvolveram um novo modelo de robô, que imita a aparência humana até ao nível celular.

Mas estes robôs humanos têm mais que apenas aparência humana. Têm a sua própria religião, que consideram superior à dos humanos. São capazes de ataques suicida, muito à semelhança de ataques terroristas nos nossos dias. São até capazes de cooperar abertamente com humanos e atacar a sua própria raça. São, em todos os termos, seres inteligentes, refletivos e autoconscientes.

Em termos tecnológicos, Battlestar Galactica não é particularmente inovadora. A principal diferença tecnológica visível na humanidade da série é a capacidade de construção de naves espaciais massivas (aparentemente com gravidade artificial) e do uso de transporte a velocidades superiores à da luz. É portanto nesta relação homem/máquina que a série inova, e é por aí que levanta questões transhumanistas de relevo.

Suponhamos que efetivamente uma entidade virtual conseguia atingir autoconsciência. Irá esta entidade desenvolver um sentido religioso? Se sim, através de uma nova religião, ou seguirá uma religião humana? Se não, será esta entidade ateia ou agnóstica?

Adicionalmente, surge a temática da máquina como escrava. Como as máquinas atuais não possuem consciência, não são consideradas vivas, pelo que a noção de escravatura não se aplica. Mas com o desenvolvimento de robôs cada vez mais avançados e inteligentes, chegaremos ao ponto de ter de questionar os direitos dos robôs?

Para quem não conhece a série e estiver interessado em conhecer, recomendo começar primeiro pela minisérie (dois episódios de hora e meia cada um), seguindo depois para o primeiro episódio.

Perguntas e Respostas

Reproduzo, a seguir, excertos dum comentário que fiz a um post “Transhumanismo na ficção” de José Pedro Magalhães a propósito da Série Televisiva “Battlestar Galáctica”.

  • Aparecimento de Consciência?
  • Acho teoricamente possível aparecer uma consciência (usando o termo do ponto de vista material) numa entidade informática, no decurso duma evolução artificial que mimetizasse a natural, já que, segundo o importante e agnóstico Biólogo Evolutivo Wuketits, a consciência seria um produto da Evolução.
  • Poderão vir a ser, em todos os termos, seres inteligentes, refletivos e autoconscientes?
  • Pela ausência de Alma, a inteligência, e autoconsciência artificiais, seriam essencialmente diferentes das homólogas humanas, pois estas derivam da Alma que é concedida por Deus exclusivamente ao Homem
  • Suponhamos que efetivamente uma entidade virtual conseguia atingir autoconsciência; irá esta entidade desenvolver um sentido religioso?:
  • Segundo um importante Evolucionista da U. Cambridge (Ronald Broom), encontra-se nos animais um sentimento de existência de um ser superior (não estamos evidentemente a falar de Deus), o que confirma que a Religião tem, pelo menos, uma parte, evolutiva. No entanto, a comunicação com Deus processa-se através da Alma, que é dada no momento da sua geração ao Homem. Logo a Religião é, sem dúvida, um exclusivo humano.

Super-inteligência dos humanóides … “vivos”: [2] [3] [4]

  1. Doutorando da U. de Oxford e um dos Autores do Capítulo Português da Associação Mundial de Transhumanismo (“Humanity+ Portugal”)
  2. “Robot Sapiens”; Menzel, Peter e de D’Alluzio, Faith; Ed. MIT Press
  3. Humanoid Robot
  4. Machine Ethics

O Nosso Cérebro num Humanoide

Admitindo que se venha a produzir humanoides “vivos” e “evolutivos”, poder-se-á também, provavelmente, transferir o conteúdo do nosso cérebro para o dum humanoide desses, [1]

  1. Tal só deveria tornar-se possível muito depois de 2100 aquando do conhecimento total do Cérebro Humano [2], pois
  2. Será preciso conhecê-lo para fazer dele uma cópia para a qual se transfira o referido conteúdo…

Qual a vantagem?

Vejamos algumas perguntas que me fez uma minha Amiga Alemã a este propósito.

  • Um futuro chip que espelhasse o cérebro individual (e também a Consciência) e acrescentasse conhecimento objetivo, será alguma vez capaz de diferenciar e finalmente julgar e tomar ambas as partes subjetiva e objetiva em consideração, de modo a definir e seguir um objetivo?
  • A possibilidade de um conhecimento objetivo da Auto-consciência é um problema real que parece à primeira vista não totalmente solúvel como já dissémos numa crónica anterior: alguém de fora será capaz de observar os efeitos da autoconsciência, mas esses efeitos não são suficientes para conhecer totalmente a respetiva causa (Klaus Hepp, ETH Zurique); por definição, só o sujeito da Autoconsciência deveria poder conhecer totalmente a sua autoconsciência e mesmo isso seria recursivo, logo infinito … logo na verdade impossível. Mas este problema também já surgiu antes na História, com a Psicologia: a dada altura, pensou-se que dada psicologia individual poderia estar só ao alcance do indivíduo; depois, a Psicologia Experimental foi inventada e agora sabemos tanto sobre a Psicologia Humana! Mesmo assim, não conhecemos a sua totalidade (lembrar Wittgenstein que dizia que há muita coisa que não se pode verbalizar…).
  • Na verdade, se nós fossemos capazes de fazer seres vivos artificiais evolutivos e tais seres evoluíssem até se tornarem conscientes, eu não vejo nenhuma razão pela qual eles não poderiam adquirir, como no caso da Evolução Natural, Auto-consciência…
  • Será também possível unir e misturar as consciências e conhecimentos doutros?
  • Não penso que deva ser esse o objetivo: Seguindo a nossa atual maneira de organizar a informação (v. Internet), a melhor solução seria ter, em cada um, acesso à informação dos outros; não a concentração de toda a informação em todos; já que a relevância e a dinâmica da informação dependem de quem vai usá-la.
  • Que aconteceria quando praticamente todas as decisões fossem tomadas por computadores mas fossem os homens os responsáveis?
  • O mesmo que numa empresa na qual os homens usam os computadores; o nível é diferente: uma decisão acerca de ir a Skopije ao Festival das Artes, tem de ser humana, mas a apresentação dos voos disponíveis do computador. A decisão sobre o melhor voo, humana...; é tudo uma questão de níveis de decisão).
  • Um computador não pode ser acusado nem punido... que significaria então a moralidade? E a individualidade? Isto leva-nos à Alma...
  • Leva-nos aos Valores... humanos. Eu penso que os computadores poderão vir a ter uma "moralidade" material, neles programada por... homens; a "punição" sendo a sua reprogramação. Por isso, o Ser Humano terá de supervisionar os Humanoides, já que a comunicação com Deus deve sobrepor-se à ética das máquinas.
  • Se construirmos humanoides “vivos”, e pudermos transferir os conhecimentos do nosso Cérebro (p. ex. dum Bombeiro) para o Cérebro deles (só possível, previsivelmente, depois de 2100) poderemos entregar-lhes tarefas excessivamente exigentes para nós no plano físico (no ex., nas Catástrofes). Deveria ser possível, além disso, os nossos cérebros comunicarem com os seus sem necessidade de comunicação verbal, escrita, ou outra deste tipo… [3].
  1. Artigo da Wikipedia
  2. Para Edelman, Prémio Nobel de Medicina, cada cérebro é um cérebro diferente e seriam necessários 32 milhões de anos para um ser humano ler todas as ligações cerebrais …
  3. Brain-Computer Interface

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publicado por Transhumanismo às 12:04
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008
O HOMEM

                                                                            

 

Are we, human beings, 100% particle and 100% wave?

David Pearce

If all subatomic particles are both wave and particle, and we're all made of atoms, does that mean we're both wave and particle?

If the unitary dynamics of post-Everett quantum mechanics is correct, then we're 100% wave - not in the sense of spatial waves, but rather wave functions in configuration space. However, experimentally testing this conjecture will be difficult. Philosophers like David Chalmers claim that we must embrace dualism because of the "structural mismatch" between the phenomenology of our minds and the microstructure of the mind-brain and [ultimately] physics, i.e. the phenomenal binding/combination problem: http://consc.net/papers/combination.pdf For scientifically unexplained reasons, our phenomenally bound organic minds are not simply aggregates of discrete, decohered, membrane-bound neuronal "mind-dust". Yet is such a structural mismatch real? Or just an artefact of our clumsy tools of investigation and a naive classical conception of the dimensionality of the physical? Directly testing such a conjecture would be demanding even to posthuman superintelligence because quantum superpositions of 86 billion odd neurons of the CNS are "destroyed" [i.e. effectively lost to the wider extra-neural environment via thermally-induced decoherence in a thermodynamically irreversible way] at sub-femtosecond timescales beyond the reach of contemporary molecular matter-wave interferometry. However, I'd love to learn the result of the conceptually simple but still technical tricky experiment outlined here: http://www.physicalism.com/#6 A summer project for a postgrad perhaps? My own best guess is that next-generation interferometry will reveal a perfect isomorphism between the phenomenology of our minds and the formalism of [unmodified, unsupplemented] quantum physics. Alas the intuitions of armchair physicists are cheap.”

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A mim, Rui Barbosa, parece-me que, muito simplesmente, concatenando Ciência e Religião, somos partículas (matéria) e ondas (alma).

Segundo a Ciência, onde o Homem atual parece distanciar-se, em primeiro lugar, dos outros animais, é no seguinte:

Diferenças em Relação aos Animais - Quantitativas

Consciência

O Cérebro é o órgão da Consciência [1] e esta divide-se em [2] :

  • Consciência dos objetos (capacidade de integrar imagens de vários tipos, auditivas, tácteis, etc.) e
  • Consciência de Si.

A Consciência é produto da Evolução [3] e contem uma imagem reduzida de modo inconsciente da Realidade [4] ; segundo Wuketits, Biólogo emérito da Evolução [4], em dado momento histórico e em dado indivíduo, a Consciência é uma propriedade de sistemas complexos do Cérebro.

Como funciona?

A Consciência é uma espécie de vídeo mental que, no decurso do Pensamento, é “manipulado” pelo Espírito racional[4]: este percorre-a e fá-la voltar atrás no tempo, ou leva-a até ao futuro, experimentando soluções para problemas, de modo virtual, sem as ter de experimentar na vida real.

Repare-se que este espírito não é o Eu, mas, em certa medida, o Eu encontra-se face a ele, e pode mesmo entrar em diálogo com ele [4] o que, portanto, mostra bem que o Homem não é só Razão, mas um Eu que dela dispõe (o que vai no sentido do que diz a Religião…)

Para onde tende?

Teillard de Chardin, um dos maiores Paleontólogos de sempre [4] considerava que a Consciência da Humanidade se vai organizando e tende para um ponto ómega que reunirá, no fim do mundo, as consciências individuais, autoconsciências incluídas.

Livre Arbítrio

A capacidade de, após ter pensado em determinada ação, o Ser Humano, pelo seu Coração (no sentido teológico, não biológico) decidir não executar a mesma ação (é esta capacidade de escolher que constitui o Livre Arbítrio, tendo o órgão cerebral dessa decisão sido recentemente localizado numa zona específica do Cérebro) [4].

Empenho no processo mental dos outros [5]

Pelo menos em termos de ser capaz de estar consciente daquilo que os outros sabem, ou daquilo em que eles acreditam, mas também do facto de os outros estarem conscientes daquilo que ele sabe ou daquilo em que ele acredita…

A condição de viver fechado na sua cultura enquanto os outros animais têm os pés assentes na Natureza, e o

Sentido do desenvolvimento da Espécie Humana através da História.

O Homem, para Teillard de Chardin, está na cabeça do vetor da Consciência, o que por sua vez significa para Teillard, da Auto-consciência. Ele está, portanto, no topo da Evolução e o Universo está-se a curvar sobre si próprio na Auto-consciência crescente [6].

  1. “O Cérebro”, número especial da Science et Vie
  2. António Damásio, Conferências ISPA, Lisboa
  3. António Damásio, Conferências ISPA, Lisboa
  4. “Enigmas de Deus da Matéria e do Homem”, Ed. Notícias
  5. Micheal Corballis, Mental Time, Language(s) and Deliberation, Conferência “Nos Confins da Razão, as Fronteiras da Cognição Humana”, Conferências ICS 2011, Lisboa, Portugal
  6. “O Fenómeno Humano”, de Teillard de Chardin, Ed. Paulus
  7. Anselmo Borges, in Diário de Notícias

 

Diferenças Qualitativas

Para além das grandes diferenças quantitativas citadas entre o Homem e os outros animais, há diferenças qualitativas que parecem ser sobretudo as seguintes:

  • O fato de o Homem sepultar os seus mortos [1]
  • O mesmo Homem se considerar uma realidade sagrada [2], e
  • Segundo a Religião, o Homem não só receber um corpo da Evolução como os outros animais, mas também receber de Deus, no momento da sua geração [3], uma Alma [4] que é espiritual no sentido de força imaterial de vida (aliás ela nunca poderia ser material dado que o seu carácter individualizado iria contrariar a indissociabilidade das coisas físicas entre si [5]…). A Alma é indissociável do Corpo, sem o que este seria pura “carne”. Mesmo depois da Morte, ao contrário da tradição popular ("Joie de Croire, Joie de Vivre", de François Varillon, defunto Secretário Geral da Conferência Episcopal Francesa)
  • Alguns pensadores, populares em certos meios, mas limitados (como Ray Kurzweil, Instalador da Univeridade da Singularidade, Califórnia) reduzem o ser humano a um monte de células que mecanicamente interagiriam; mas nós não somos controlados pelas nossas células, mas em vez disso, controlamos as mesmas (por exemplo, não querendo comer por greve de fome. Mais dia, menos dia, poderemos ter nas nossas televisões anúncios de “almas” artificiais…. E, até, extrapolando o comportamento habitual do marketing ocidental, em vez duma crise financeira que destrói empregos, poderemos ter… uma crise de almas… vendidas ao diabo :)

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  1. Radio France Internationale
  2. Séneca. Grande Tribuno Romano
  3. Papa João Paulo II
  4. Bispo de Milão
  5. “Enigmas de Deus da Matéria e do Homem”

 

Prever

Beja Santos, Personalidade Histórica da Defesa do Consumidor

(Sublinhado de Rui Barbosa)

De há muito que prever é reconhecido como indispensável para múltiplos domínios, que tanto podem ser a estratégia militar, como a demografia, a situação alimentar, o aprovisionamento energético ou os novos desafios da saúde. Os líderes políticos, as atividades económicas, as universidades procuram deter os elementos mais fiáveis, para estar na dianteira dos acontecimentos.

Por definição, prever não significa acertar, os investigadores procuram elaborar quadros de tendências, talvez as únicas respostas possíveis, já que o imprevisível tem um peso incontestável em todas as análises em que se procura olhar o futurível. Um conceituado consultor de negócios (diretor executivo do Institute for Global Futures) procura antever e comentar quis serão as principais tendências que redesenharão o mundo. O resultado é estimulante e recomenda-se a sua leitura: “Sabe o que vem aí?”, por James Canton, Editorial Bizâncio, 2008.

Para o autor, as principais tendências prendem-se com os seguintes domínios: a energia, a inovação económica, a estrutura laboral, a ciência do futuro, as respostas ao envelhecimento e à saúde humana, a segurança e o combate ao risco, os choques culturais, as ameaças ambientais globais, a liberdade do individuo e o futuro das superpotências. É com base nas respostas possíveis a este emaranhado de tendências que se poderá entrar com sucesso no “futuro radical”, um tempo pautado pela trepidação das mudanças, a hipercomplexidade, o risco em permanência e aonde a surpresa tem um peso dominante na vida diária.

O autor recorda que um número elevado de previsões do passado acabou por bater certo: a informática ultrapassou os vaticínios, embora poucos desconhecessem o potencial da Internet; acertou-se no ADN, no declínio das reservas petrolíferas, na emergência da China, na nanotecnologia, no mercado das tecnologias limpas, por exemplo. Nas últimas décadas, as previsões têm convergido com bons resultados para a definição do futuro do mercado do entretenimento, o que tem falhado é o modelo tecnológico, os cuidados de saúde têm naturalmente aumentado mas as previsões não podem acertar com a natureza das despesas, o Estado já não pode pagar tudo, a estrutura do trabalho tem recebido competentes olhares mas tudo entra em choque com a natureza da imigração e emigração, a demora na efetivação de novos serviços, sabe-se que o aquecimento global é uma realidade mas há dados que faltam para permitir uma previsão com valor aproximado.

Outro cuidado a ter quando se lêem previsões como estas é ter em conta o local e a sociedade que são objetos do olhar. James Canton é norte-americano e nunca esconde que está a prever para a sociedade mais rica do mundo continuar a ter pelo menos o mesmo sucesso que teve até hoje. Mas em aspetos fulcrais, as suas previsões são transferíveis para o quadro europeu. É o caso da energia, estamos todos dependentes dos combustíveis do futuro, ninguém quer reduzir o PIB nem a sua expressão na economia global, todos queremos estar na dianteira das modernas inovações energéticas. Quando ele diz que a época do petróleo barato acabou, que as energias alternativas ainda não estão preparadas para um fornecimento adequado, que precisamos de investir mais e de aprender a conservar energia, nos entendemos esta linguagem, estamos todos afetados por este problema, estamos dependentes de fontes energéticas abundantes, fiáveis, limpas, seguras e economicamente acessíveis, é inconcebível querer reduzir as necessidades globais de energia quando há países como a China e Índia a crescer exponencialmente. A fusão nuclear é ainda ficção científica, a maior parte dos países recusa voltar à energia nuclear, o hidrogénio é uma incógnita, e o mesmo se dirá da nano-energia. Dito doutro modo, o mais longe onde se pode chegar é que estamos no limiar de muitas inovações mas que se desconhece inteiramente qual é a energia que irá pontificar quando o petróleo deixar de ser barato.

A economia de inovação tem a ver com criatividade, sociedade em rede, biotecnologia, nanotecnologia, mais e melhor educação, sucesso no combate à redução da pobreza, divulgação do conhecimento. Há tendências que já estão em marcha: é o caso dos implantes médicos micro-eletrónicos, das energias renováveis ou do mercado global do comércio eletrónico. O que se está a passar leva a admitir que as principais indústrias da economia de inovação serão as farmacêuticas e as da saúde, da energia, comunicações, transportes, meios de entretenimento, engenharia do conhecimento, engenharia e ensino, já estão esboçadas as novas tendências da Internet para os próximos 10 anos: não terá fios, o telefone e a televisão estarão totalmente integrados com a Internet, a videoconferência divulgará os negócios e os conhecimentos. Segundo a Lei de Moore, o poder dos computadores duplica cada ano. Poderá não ser exatamente assim, mas as leis de Moore são medidas precisas de progresso no poder crescente da tecnologia. Já estamos a viver na era das tecnologias convergentes (nanotecnologia, biotecnologia, infotecnologia, e cognitotecnologia). É uma nova abordagem interdisciplinar com fortes implicações económicas. Com a nanotecnologia iremos produzir novos fármacos, combustíveis ou materiais; a biotecnologia terá um papel fundamental no prolongamento da vida e na medicina; o impacto da informática será sentido na Internet, comunicação, trabalho, criatividade e entretenimento; iremos com a neurotecnologia para produzir fármacos e materiais destinados a tratar, controlar e melhorar o desempenho e o funcionamento da mente. Nenhuma empresa terá futuro se não investir na inovação, ciência ou tecnologia, corrigir o sistema educativo, melhorar a toda a hora a formação dos trabalhadores, expandir o investimento de capital e a liquidez ou criar barreiras à livre iniciativa.

É com base nessa evolução que se estão a fazer projeções para a educação preparar o futuro da força laboral e preparar em melhores condições a estratégia de emprego. Um exemplo dessas previsões passa por considerar como uma das principais tendências de emprego nos próximos 10 anos as seguintes profissões: técnicos de neuromedicina e de segurança pessoal; clonadores de órgãos; terapeutas do biofuturo; cientistas quânticos; executivos em tempo real; génios de marketing de consumo online; terapeutas promotores de saúde. Iremos viver mais e melhor, não sendo excluir que em 2025 os seres vivos vivam acima dos 100 anos, iremos adiando o envelhecimento e permanecendo cada vez mais ativos. Os inventores de amanhã já estão no meio de nós, a trabalhar células estaminais, supercomputadores e a internet 2 (para a investigação e colaboração dos cuidados de saúde). A medicina da longevidade está cheia de promessas mas também podemos prever varias doenças mortíferas, no fundo desenvolvimentos de vírus que nos apavoram e que vão desafiar a cura, como é o caso do vírus retrossida, as novas variantes do Alzheimer, as novas formas de dengue e da gripe aviária.

As tendências climáticas já estão dentro das previsões, têm a ver com o aquecimento global, o futuro da água, as grandes secas, talvez microguerras, agricultura insustentável, havendo que responder com novos padrões de produção e consumo sustentáveis, empresas utilizadoras do maior número de tecnologias livres, erradicação da pobreza, controlo do efeito de estufa, etc. Combater estas ameaças andará a par do modo como se encontrar equilíbrio com as tensões culturais e os problemas da segurança. Tudo depende da evolução para uma globalização positiva que permita reduzir os conflitos étnicos, reforçar os direitos dos indivíduos e combater a intolerância. Há previsões de inovação que indicam que a globalização, que já é irreversível, se acentuará: ligações de banda larga à Internet, cadeias de fornecimento à medida das necessidades, produção nanomolecular e produção virtual. O que exclui as guerras da globalização: terrorismo, crime organizado, tráfico de drogas, contrafação e pobreza. Recorde-se que as grandes preocupações da segurança não coincidem nas perspetivas norte americana e europeia. Os norte-americanos enfatizam o bioterrorismo, as bombas sujas, as pandemias e a guerra neurológica. A perspetiva europeia incide mais nos conflitos étnicos, no terrorismo cibernético, nos crimes contra a identidade. Seja como for, estamos todos metidos num vasto território cheio de ameaças à segurança, onde não faltam satélites, redes de identificação e localização, armas biológicas e doenças infeciosas.

Urgindo concluir, estamos em crer que o leitor tem neste livro pistas pertinentes que destacam a seriedade com que hoje se fazem previsões, naturalmente falíveis e condicionadas por um oceano de imprevistos. Todos nós precisamos de bússolas e óculos de longo alcance que nos ajudem a perceber quais as rotas das mudanças que estamos a viver. O amanhã prepara-se aprendendo a ler os sinais do presente, na sociedade, na cultura, nos negócios, na comunicação. Quem se mantém indiferente fica ao largo, é esmagado pelos outros que vão na correria. Só temos a ganhar em saber o que vem por aí, com consistência e consciência.

Depois do Hipercosumo, O Quê?

Beja Santos

Entrevista

Mais olhos que barriga (ou mais consumo que a Terra pode dar)

A sociedade de consumo fomentou consumidores diligentes e cidadãos negligentes. O hiperconsumo (não só o consumo excessivo mas as excessivas apresentações dos bens de consumo) engendrou o hiperindividualismo que nos tornou presas da compra a qualquer momento e em qualquer atmosfera festiva do nosso quotidiano, graças ao isco das pechinchas, surpresas, descontos, promoções e reduções. Queremos tudo a qualquer momento, lá está o crédito ao consumo para facilitar o nosso sonho. Mesmo neste novo ciclo de incerteza, com mais elevadas taxas de desemprego e novas obrigações familiares. O consumo tornou-se exactamente nisto: responder em cima da hora, à necessidade e ao desejo.

A cidadania é outra coisa: é a colaboração para o bem comum, é o cuidado com os outros, é a preocupação com o sítio em que vivemos, é o princípio da tolerância, a preservação dos patrimónios. É um valor estrutural, está dependente da força de vínculos e das parcerias morais.

O consumo é estético, a cidadania é ética.

Andamos, há mais de uma década, a falar em consumo responsável orientado para o desenvolvimento sustentado. Fala-se em comprar e consumir de um modo diferente, gera-se mesmo a ilusão de que o nosso poder de compra poderá ser eterno, a questão elementar será escolher bens de consumo ambientalmente menos agressivos e socialmente mais justos. Como é esperável, a ilusão não leva a ponto nenhum, o fundamental é reconciliar o consumidor com o cidadão, desenvolvermos uma mentalidade que torne a adesão possível a modos de produção e consumo sustentáveis. Para que tal aconteça, o Estado, as autarquias, os investidores, os investigadores e os cidadãos terão que acordar num consumo e numa sustentabilidade feitos de política fiscal (incentivos e punições), de se definir claramente no que é sustentável e insustentável, promover valores da autarcia sem colidir com os princípios da globalização positiva (isto é, aquela globalização que não esmaga os indefesos nem agrava os problemas sociais, ambientais, culturais ou económicos)

O consumo como fator de inovação cultural

Como a tensão entre consumo e cidadania é indisfarçável, como há conflitos na agricultura local, biológica e prudente em contraste com a massificada e que percorre todos os continentes, e mesmo se poderá dizer nos conflitos entre o transporte público e coletivo, entre os transportes comerciais de longo curso gravosos para o aquecimento da Terra, entre o investimento produtivo e multiplicador de empregos e a especulação puramente parasitária, cabe à sociedade definir o que é o consumo e em que é que ele se distingue da consumição. Se o consumidor quer avidamente tudo desde os preços mais baixos, a acessibilidade ainda mais pronta e rápida e a multiplicação das apresentações dos bens, é impensável que possa agir em consciência numa tomada de posição individual a favor da sustentabilidade, o que lhe interessa é consumir mais, a qualquer preço, e sem qualquer sentido da solidariedade. Comprar diferentemente, para ele, é um slogan, um expediente, uma tranquilização, num mundo em que é urgente só produzir o que seja reciclável, recuperável, reutilizável. Esse consumidor não quer ser prejudicado naquilo que se convencionou chamar “liberdade de compra”: se quer comprar gel de duche, ambientalmente mais danoso que o sabão, deve fazê-lo, sem constrangimentos nenhuns. Tem liberdade de se endividar, de comprar produtos descartáveis, viaturas 4x4, pôr à mesa, sem contestação, alimentos provenientes das regiões mais longínquas. Acha que o mundo vai mal mas não autoriza que se discuta a forma como ele consome.

Começar pela educação, definirem-se os contratos do bem comum

Na hiperescolha consumimos, por definição, cada vez mais. As mudanças registadas na composição do nosso regime alimentar também têm a ver com a maior quantidade de alimentos que consumimos. Queremos mais barato, isto é, queremos mais subsídios à agricultura, mais fertilizantes, mais massificação. Os nossos modos alimentares agravaram os impactes ambientais, têm graves consequências sociais e económicas. Trata-se de um regime alimentar altamente proteico, com comida cada vez mais exótica, cada vez água mais bem engarrafada, mais resíduos, mais sobreconsumo de recursos da pesca, etc. Ora, é inteiramente impossível concretizarmos uma política de consumo social e ambientalmente responsável sem promover obrigações do Estado, a adesão consciente dos cidadãos, a sua sensibilização para o pleno rendimento da utilização dos bens.

Consumo responsável e desenvolvimento sustentável precisam de políticas, metas, imperativos, interdições, prémios à concepção de produtos onde haja maior rendimento da matéria-prima, investimentos que hierarquizem a dignidade do trabalhador, onde se coordenem as velocidades (a aceleração do tempo é cada vez mais cara, paga-se em dinheiro, em atentado ambiental e mais injustiça).

As políticas devem premiar tecnologias e bens ambiental e socialmente mais responsáveis, os consumidores devem pagar mais caro o insustentável, as empresas que se mobilizam para produtos insustentáveis devem ser mais tributadas. E não vale a pena falar em responsabilidade social no quadro do voluntarismo quando o que está em causa são energias alternativas, comportamentos respeitadores do meio envolvente e da condição dos trabalhadores, o cuidar do outro (que pode estar nos países do Sul, ser um trabalhador escravo de produtos de prestígio vendidos no mundo ocidental).

Sendo a cidadania ética, é indispensável valorizar todas as práticas do comércio justo que convidem o consumidor a aderir à globalização positiva, actuando, por via das compras, na melhoria da situação dos produtores, seja nos países do Sul seja nos procedimentos de fabrico irresponsável.

Enfim, compete ao Estado impulsionar informação gratuita sobre todos os bens social e ambientalmente menos agressivos, garantindo que se possam fazer escolhas responsáveis, indutoras de um consumo consciente. Enquanto tal não acontecer, viveremos de boas intenções mas sem a garantia de obras e resultados duradouros. Isto significará que a causa social mais importante do desenvolvimento sustentável continuará adiada.


sinto-me: Interrogativo
música: Carnaval dos animais
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publicado por Transhumanismo às 09:35
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A REALIDADE
             

 

Resumo

O Cosmos está em expansão; logo poderá ter havido um criador (segundo Stephen Hawking) e segundo a Religião (“Naufragio da Fé”, de Lopez Pedraz), a probabilidade é muito superior à hipótese oposta. Segundo Abraham Lincoln não se pode enganar muita gente durante muito tempo e a maioria da Humanidade acredita em Deus; logo a probabilidade de Deus ter sido o Criador é nitidamente superior à hipótese contrária.

Segundo a Ciência, a Realidade é um Campo Quântico, omnipresente, omnipotente e omnisciente; corresponde ao que a Religião chama “espírito” (em oposição à Matéria, na qual tal espírito “coagula” em determinadas circunstâncias, nomeadamente na presença dum observador. Segundo a Religião, Deus é “puro espírito” (João Paulo II).

 

Big-bang

Segundo a Ciência, o Big-bang [1] [2] deu-se a partir de uma espécie de bola de fogo inicial, quântica [3] [4] [5] (o Campo Quântico é uno, indivisível e aleatório; uma espécie de sopa de partículas que surgem e desaparecem a cada momento). A bola era de densidade e temperatura a tender para infinito (não sabendo nós de nenhum ser infinito além de Deus, tais densidade e temperatura só podem ser visões físicas de propriedades de Deus, se o Cosmos for finito… ou do próprio Cosmos se este for infinito (segundo Stephen Hawking).

  1. Interpretación del tiempo
  2. Big Bang - Wikipédia, Filosofia do Big-bang, L'écho du Big Bang
  3. Introduction to Quantum Mechanics, Atle Hahn, Instituto de Física e Matemática, Lisboa
  4. Knot Theory and Quantum Gravity, Atle Hahn, Instituto de Física e Matemática, Lisboa
  5. Time Arrow Paradox, Atle Hahn, Instituto de Física e Matemática, Lisboa

A energia presente na bola de fogo inicial, foi-se atualizando em forças, únicos agentes do Universo capazes de alterarem o estado de repouso ou de movimento dos corpos, e evoluiu para o desacoplamento da Luz e da Matéria, e o Campo Quântico passou a “coagular”, em determinadas circunstâncias (nomeadamente na presença de um observador [6]), na Matéria [7], que se rege por leis macro deterministas (senão, estaríamos sempre a ver as cadeiras à nossa volta a mudar permanentemente de lugar…).

Tal Matéria arrefeceu suficientemente para permitir a "solidificação" dos átomos; começando depois as partículas a diferenciarem-se, afastando-se umas das outras, e expandindo-se; tendo-se, assim, formado estruturas cada vez mais complexas…

Mas, voltando ao geral, o Universo [8] inclui 3 tipos principais de subsistemas:

  1. Os que têm um pequeno número de componentes, cujo comportamento pode pois ser descrito por equações, sendo previsível (ex. º a trajetória duma cadeira quando empurrada por nós);
  2. Os que têm um número intermédio de componentes, insuficiente para poderem ser considerados sistemas estatísticos: são em geral simuláveis por computador (ex. º: determinados aspetos do Tempo); o respetivo comportamento pode ser tão sensível às condições iniciais que os valores das variáveis mudem de modo aparentemente aleatório [9];
  3. 3º Sistemas com um número suficiente de componentes inter-atuantes para que o respetivo comportamento possa ser estudado através da Estatística: chamam-se então “Sistemas Aleatórios” (ex. º: o movimento das multidões). O respetivo comportamento é abordado através das propriedades do conjunto [10] [11].
  1. Interpretación del tiempo
  2. Big Bang - Wikipédia, Filosofia do Big-bang, L'écho du Big Bang
  3. Introduction to Quantum Mechanics, Atle Hahn, Instituto de Física e Matemática, Lisboa
  4. Knot Theory and Quantum Gravity, Atle Hahn, Instituto de Física e Matemática, Lisboa
  5. Time Arrow Paradox, Atle Hahn, Instituto de Física e Matemática, Lisboa
  6. “Enigmas de Deus da Matéria e do Homem”, Ed. Notícias
  7. L’Univers Espace et Matière”, http://homepage.mac.com/ltbo/evol.htm#Bigbang
  8. História do Universo
  9. Teoria do Caos, Complex dynamics in Several Variables, Fractal Geometry - A Gallery of Monsters, Power law, Vilela Mendes, Jorge Buescu, Marcelo Viana, Complexity Writings, Introdução ao Caos, Caos Fractais Criticalidade Auto-orgarnizada, Control of Caos, Institute for Physical Science and Technology (IPST), University of Maryland, Chaos and Self Organisation in Nature, Complexity in Social Science
  10. Discovery. National Oceanic and Atmospheric Administration. BBC Online. ESA. Hubble. Kingston University
  11. Big Think, Teoria do Universo Fluxonário Estruturante a Partir do Espaço Denso, e Teoria da Energeticidade e Radiação, Teoría Del Todo Excepcionalmente Simple

MAL

Segundo a Ciência, e, mais precisamente, um dos maiores Paleontólogos de sempre [1], o Mal é um mistério com uma componente primordial, não abordável pela Ciência, só abordável pela Teologia.

Segundo a Enciclopédia Católica [2], “O Mal é o somatório das oposições que a experiência mostra que existem, aos desejos e necessidades dos indivíduos”…

"Sobre a questão da origem do mal, tem havido, e há, uma considerável diversidade de opinião. O problema não pode ser resolvido por uma mera análise experimental das condições reais das quais o mal deriva. A questão... está relacionada não tanto com as diversas manifestações, em pormenor, do Mal na Natureza, quanto com a causa oculta e subjacente que tornou essas manifestações possíveis ou necessárias … É, ao mesmo tempo, evidente que a investigação numa região tão obscura deve ser tratada com grande dificuldade, e que as conclusões devem, em grande parte, ser de caráter provisório e meras tentativas de explicação...

A questão pode ser posta assim:

Admitindo que o mal consiste numa certa relação do Homem com o seu ambiente, ou que surge na relação que têm as partes componentes da existência umas com as outras, como acontece então que, apesar de todas serem resultado de um mesmo processo cósmico, esta agência universal esteja perpetuamente em guerra consigo própria, contradizendo e frustrando os seus próprios esforços, na hostilidade mútua da sua progenitura?

Além disso, admitindo que o mal metafísico [3] em si possa ser apenas o método da natureza, envolvendo nada mais do que uma redistribuição contínua dos elementos materiais do universo, o sofrimento humano e as injustiças, ainda e enquanto essencialmente opostos ao regime geral de desenvolvimento natural, são dificilmente reconciliáveis em pensamento com qualquer conceção de unidade ou harmonia na natureza. A que deve atribuir-se (como causa) o mal da vida humana, físico e moral [4]?

A solução para o problema tem sido tentada por três métodos diferentes:

1 “A existência é fundamentalmente má e o bem não é mais do que uma ilusão que ajuda a raça humana a preservar-se” (v. Pessimismo; Segundo Schopenhauer e Hartmann, o sofrimento brotou da autoconsciência, da qual é inseparável). O Budismo considera a felicidade inatingível, e defende que não há nenhuma maneira de escapar ao mal exceto no estado impessoal do Nirvana (NA: Céu Cristão? Fuga da realidade criticada pelo Cristianismo). A origem do sofrimento, segundo o Buda, é "a sede de ser". De acordo tanto com Schopenhauer quanto com Hartmann, o sofrimento passou a existir com a autoconsciência (NA: curvar-se sobre si próprio), da qual é inseparável”.

2 “O Mal tem sido atribuído a um de dois princípios mutuamente opostos, ao que, respetivamente, a mescla de bem e de mal do mundo são devidos.A relação entre os dois é representada de modo variado, desde a coordenação imaginada pelo Zoroastrianismo à mera independência relativamente à vontade do criador tal como sustentada pela teologia cristã ". (NA: Nesta perspetiva, o Mal faz parte da Criação; o que ressoa ao yang contraposto ao yin). A solução Cristã oferece, em geral, menos dificuldades, e aproxima-se mais da perfeição do que qualquer outra: O Diabo e os outros demónios são criaturas espirituais ou anjos criados por Deus num estado de inocência, e eles tornaram-se no mal pela sua própria ação. Acrescenta-se que o homem pecou [5] por sugestão do Diabo, e que no outro mundo os ímpios sofrerão castigo eterno com o Diabo. Segundo Bento XVI, o Inferno é um estado espiritual, portanto não material, de separação definitiva em relação a Deus.

3 “A terceira maneira de conceber o lugar do mal no regime geral da existência é a dos sistemas do Monismo [6], pelos quais o mal é apenas visto como um modo no qual certos aspetos de momentos de desenvolvimento da natureza são apreendidos pela consciência humana” (NA: Portanto é um acontecimento da relação entre Homem e Natureza).

Exercício

Usando o que disse no início sobre as Fontes de Conhecimento de que a Humanidade dispõe, qual é para si a verosimilhança das 3 teorias sobre a origem do Mal (marque de 1 a 3, sendo este o máximo)?

De acordo com

1

2

3

A sua consciência

     

O que sabe através da Ciência

     

A sua eventual Religião

     

De acordo com a Ciência Sofisticada

     
  1. Cientista e Padre Teillard de Chardin, início do Séc. XX, “Fenómeno Humano”, ed. Paulus
  2. Enciclopedia Católica "New Advent"
  3. O Mal metafísico é a limitação recíproca de várias componentes do mundo natural. Através dessa limitação mútua, objetos naturais são, na maior parte, impedidos de atingir a sua plena ou ideal perfeição, seja pela pressão constante da condição física, seja por catástrofes repentinas. ... (1) Animais predadores dependem para a sua existência da destruição da vida, (2) A natureza está sujeita a tempestades e convulsões, e a sua ordem depende de um sistema de decadência e renovação perpétuas devido à interação de suas partes constituintes.
  4. O Mal Físico inclui tudo o que causa danos ao homem, seja por (1) lesão corporal (2) por contrariar os seus desejos naturais, ou (3) impedir o pleno desenvolvimento dos seus poderes, seja (1) na ordem da natureza diretamente, ou (2) através das diversas condições sociais em que a Humanidade naturalmente existe. O Mal Moral é o desvio da vontade humana das prescrições da ordem moral, e a ação que resulta desse desvio. Tal ação, quando ela procede unicamente de ignorância, não deve ser classificada como mal moral; este restringe-se propriamente aos movimentos de vontade para fins que a consciência desaprova.
  5. A Religião chama-lhe Pecado Original (consideração pelo Homem de não precisar de Deus). Poderíamos chamar-lhe Complexo de Édipo em relação a Deus Pai: Deveria poder resolver-se com Psicanálise…
  6. Wikipedia: “Monismo (do grego μόνος mónos, "sozinho, único") é o nome dado às teorias filosóficas que defendem a unidade da realidade como um todo (em metafísica) ou a identidade entre mente e corpo (em filosofia da mente) por oposição ao dualismo ou ao pluralismo, à afirmação de realidades separadas. As raízes do monismo na filosofia ocidental estão nos filósofos pré-socráticos, como Zenão de Eléia, Parmênides de Eléia. Spinoza é o filósofo monista por excelência, pois defende que se deve considerar a existência de uma única coisa, a substância, da qual tudo o mais são modos. Hegel defende um monismo semelhante, dentro de um contexto de absolutismo racionalista. O filósofo brasileiro Huberto Rohden é um teórico defensor do monismo.
  7. Cristianismo Ortodoxo-Montanha Santa
  8. Cristianismo Católico Santa Sé
  9. Cristianismo Católico-Enciclopédia
  10. Cristianismo Católico-Pontifícia Universidade Católica de S. Paulo
  11. Cristianismo em 2050

O MAL NA EVOLUÇÃO

Segundo Teillard de Chardin, Paleontólogo, o Mal manifesta-se na Evolução de 4 maneiras [1]:

  • Necessidade de evoluir por Tentativas e Erros
  • Mal da Decomposição, nomeadamente da Morte
  • Mal da Solidão e da Angústia no quadro de um Universo obscuro
  • Necessidade de Trabalhar e de se Esforçar

Embora a Teoria da Evolução Darwiniana seja o paradigma principal da História da Vida, Gould e outros apontaram-lhe várias falhas: S. J. Gould disse que as respostas às nossas questões sobre a História da Vida não são só dadas pelo Darwinismo, mas que terão de ser procuradas noutros domínios, nomeadamente na Paleontologia.

Dado a Evolução ser um sistema aleatório, ela estuda-se através das propriedades de conjunto dos respetivos elementos. O Santa Fe Institute tem-no feito para agentes e grupos de agentes à medida que emergem, se organizam em comunidades e redes complexas, se adaptam, evoluem, aprendem e se extinguem.

Segundo Teillard, o vector da Evolução é a complexificação crescente da Consciência, complexificação que poderá ter levado em dada altura ao surgimento nos animais do Auto-conceito. Alguns animais actuais têm, efectivamente, alguma dose de Auto-conceito: já se observaram animais que se reconhecem ao espelho como sendo eles próprios, e há mesmo uma engraçada experiência feita por um estudioso de Chimpanzés: observou um dia que havia 2 deles, um mais forte e outro mais fraco, e que o 1º batia no 2º; um dia, este começou a coxear; mas, ao contrário do que o zoólogo pensava, ele não coxeava por ter sido ferido pelo mais forte, mas porque, sempre que passava em frente deste, simulava tal deficiência para apelar à “caridade” do outro… que, portanto, deveria ser cristão….

Segundo investigadores de Etologia [2] “num ramo chamado ‘Etologia Cognitiva’, juntamente com a Psicologia Cognitiva propriamente dita têm sido feitos estudos famosos e interessantes acerca do Auto-Conceito noutras espécies, explorando nomeadamente as suas capacidades de auto reconhecimento ao espelho, estudos esses que discutem até que ponto esses animais terão um conceito de si próprios como entidades separadas do resto da sua realidade perceptiva.

Indo mais longe, poder-se-á perguntar, como nós próprios fizemos a esses investigadores, se os animais terão algum Eu elementar, ao que responderam que “existem estudos com chimpanzés (e alguns outros primatas) e também com os golfinhos, e uma obra mais recente do paladino da Etologia Cognitiva, o recentemente falecido Don Griffin [3]. Mas nada dos estudos sobre o Auto Conceito noutras espécies tem a ver com os conceitos freudianos da ‘Psicologia das Profundezas’; não tendo nós ainda chegado a essas bandas.”

O auto-conceito terá sido o ponto no qual a Vida, pela primeira vez, se terá debruçado sobre si própria … como veremos noutra crónica, talvez o ponto de viragem mais importante da sua História …

  1. “O Fenómeno Humano”. Teillard de Chardin. Ed. Paulus
  2. Vitor Almada e Manuel Santos. Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa
  3. Don R. Griffin, 2001. “Animal Minds: Beyond Cognition to Consciousness”. 2nd Edition, Chicago. Ed. The University of Chicago Pre

CONVERSA IMAGINÁRIA SOBRE A RAZÃO DO MAL

Vamos abordar o tema usando como base perguntas feitas por uma Amiga Alemã.

  • Uma pedra que cai poderia pôr 2 questões: é devido apenas à Lei da Gravidade?
  • Sim, “por causa” dessa lei (as leis da Natureza são descrições, e não prescrições, da mesma [1])
  • Ou antes, devido à vontade de Deus de a deixar cair de acordo com a Lei da Gravidade?
  • É por causa de uma vontade de Deus… que corresponde àquilo que chamamos “Lei da Gravidade”; se de maneira inexplicável pela Ciência, seria por uma Sua intervenção excecional (milagre)
  • A pergunta que está por detrás destas perguntas é: pode acontecer que as leis da Natureza expliquem o Mundo, não tendo, ao mesmo tempo, elas-próprias explicação?
  • As Leis da natureza são, segundo Stoeger, modos que os homens têm de ver a Natureza; não existem per se.
  • A explicação dessas "leis", religiosamente falando, reside na vontade e na inteligência de Deus
  • Provavelmente não compreendemos o que são, se não tivermos antes disso compreendido como chegaram a ser?
  • Os 2 problemas põem-se em 2 áreas diferentes: Ciência e Religião
  • Considerando algumas coisas reais e algumas asserções verdadeiras, tal poderia ser a maneira como nós nos pomos em relação com o mundo para o compreender. Mas… o irracional, os segredos... porque devemos nós acreditar que seja Deus que está por detrás? É Deus apenas aquilo que preenche as lacunas do inexplicável?
  • Não, e esse era, em dado momento, um argumento errado para a existência de Deus (Este explicaria tudo aquilo que seria inexplicável pela Ciência…); as lacunas do inexplicável deverão ser investigadas, segundo a área, pela Ciência (quando se trata da Natureza) ou pela Religião (a razão de ser da Natureza) …
  • Se Deus é responsável pelo Universo, deve haver um deus universal. No entanto, o mais provável é que não haja nenhum acordo sobre isso
  • Deus é sem qualquer dúvida universal.
  • Será o termo “identidade cultural” uma espécie de aspirador que absorva e também misture elementos genuínos da experiência religiosa, a eficácia da fé e dos ensinamentos, técnicas de disseminação como rituais livros e imagens, assim como tradições, numa "cultura"? (exceto os fundamentalistas: eles têm uma má predisposição para a Arte, mas favorecem o paradoxo: padrões técnicos de nível superior e religião petrificada). Há 2 perspetivas: aquela na qual o indivíduo vê a sua própria identidade cultural, e a visão de fora sobre os povos e diferentes grupos. Mas permanece o desafio para cada indivíduo: de que deus e de quanto deus preciso eu para me sentir seguro e equilibrado, mas suficientemente livre para transformar as minhas capacidades a fim de desenvolver algo para (esperançosamente!) melhor?
  • Deus é, mais do que o patrão, a raiz. Ao criar homens, cria seres que se auto-criem, livremente [Joie de Croire, Joie de Vivre, François Varillon, Ed. Bayard/Centurion]. Ele é apenas suporte do Homem que a Ele queira recorrer. Quanto ao que Ele quer, Cristo mostra-o.
  • O “ethos” humanitário e a moral filantrópica são característicos das religiões cristãs. Incluem não somente o cuidado com os parentes mas igualmente com a paróquia ou a freguesia, mesmo com os fora de lei - passando assim de mandamentos religiosos a uma exigência cultural com consequências sociais enormes -; que abre espaço para se identificar com a Cristandade. Mas será que a nossa díspar sociedade não apela para a solidariedade, de qualquer modo? É um direito e um dever democráticos…
  • Que sentido teria (tal solidariedade) se não estivesse acima do mundo físico? De acordo com o Darwinismo, não teria nenhum sentido … somente perda de esforço, desperdiçado em detrimento da nossa busca da sobrevivência, que seria o objetivo dos homens de acordo com o Darwinismo…
  • Não obstante: não poderíamos viver sem Deus? Seríamos, então, nós e ou o Mundo piores?
  • Sim, porque perderia sentido e nada pior se soubéssemos que viveríamos (mesmo que muito bem) e sobretudo morreríamos para nada. A recusa de Deus por Dawkins na base de que sem Religião o Mundo seria melhor, encontra 2 contraexemplos típicos: Hitler e Estaline eram ateus…
  1. Stoeger defende a tese na qual as leis, apesar de revelarem regularidades fundamentais na natureza, não são a fonte dessas regularidades, muito menos das suas necessidades físicas. Elas são apenas descritivas e não prescritivas e não existem independentemente da realidade que descrevem.

ANIMAIS

"Cada coisa, por aquilo que a torna mais ela própria, mergulha as suas raízes num passado cada vez mais longínquo” . “Existe cada vez menos uma barreira segura entre as proteínas mortas e o protoplasma vivo, ao nível dos grandes amontoados moleculares” [1]. Segundo António Coutinho, todas as formas de vida na Terra tiveram uma única origem, há uns 3.5 biliões de anos, a Vida nunca mais voltando a surgir de novo porque os seres passaram a gerar outros seres, incorporados assim numa história comum de Evolução. Os seres vivos diferenciam-se dos outros sobretudo pela capacidade de assimilação de substâncias do meio ambiente.

Segundo Stephen Jay Gould [2], “A produção evolucionária da extraordinária diversificação que nós podemos testemunhar hoje deve-se, como nós sabemos também, a algumas características dos seres vivos, que incluem:

  1. A hereditariedade (a começar pela da própria Vida, com a organização molecular historicamente derivada que pressupõe)
  2. A variação genética aleatória
  3. A cooperação molecular (e celular) em redes cada vez maiores (e auto organizadas) sobre um fundo de marcada degenerescência, tudo seguido duma
  4. Seleção (epigenética) destinada à vantagem reprodutiva”.

Os animais já têm muitas caraterísticas que normalmente se atribuem exclusivamente ao Homem:

  • Uso de utensílios
  • Razão
  • Linguagem
  • Tabu do incesto (pais não poderem ter relações sexuais com filhos)
  • Política
  • Moral (sentido do Bem e do Mal)
  • Criatividade [3]
  • Capacidade de controlar forças instintivas
  • Sentimento da existência dum ser superior [4]…

Quanto às caraterísticas exclusivas do Homem vê-las-emos a seguir.

Totalidade das minhas crónicas em Transhumanismo Portugal, transhumanismo@sapo.pt.

  1. “O Fenómeno Humano”. Teillard de Chardin. Ed. Paulus
  2. “A Evolução da Vida na Terra”. Stephen Jay Gould. 1997. Conferência dada nos Pólos de Excelência da Universidade Lusófona, Lisboa, Campo Grande
  3. Radio France Internationale
  4. The Evolution of Morality and Religion”, Donald Broom; U. Cambridge, Reino Unido; Cambridge University Press; Conferências ISPA – Lisboa
  5. Richard Dawkins
  6. UCLA Department of Chemistry & Biochemistry
  7. Biology dictionary
  8. Ask Nature
  9. Science Biology Bioinformatics
  10. A Computação na Natureza-Santa Fe Institute
  11. Nature-The genome of Dictyostelium discoideum
  12. Can Evolution go forever
  13. Biologial Basis of Psychology

 


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FONTES DE CONHECIMENTO

 

                                                                                                                                                                               

Resumo

As nossas 3 principais fontes de conhecimento são, por ordem cronológica logo de verosimilhança, a nossa Consciência, a Ciência e, por último, a Religião. A Realidade à qual todas se aplicam É SÒ UMA, TODAS FALAM VERDADE… muda a linguagem.

Ao tomar uma decisão, deve ouvir-se primeiro a nossa Consciência, depois a Ciência (que explica a realidade de uma maneira verificada por um método que as pessoas comuns não dominam) e só depois a Religião que explica a mesma realidade de maneira que toda a gente percebe (por exemplo, a Religião fala de “Deus”, a Ciência de Campo Quântico).

 

Fontes de Conhecimento

Seguindo uma classificação proposta por Hans-Peter Dürr [1], Filósofo, e sucessor de Heisenberg (um dos maiores Físicos de sempre), na respetiva cátedra, num debate da RAI que reuniu Filósofos, Cientistas da Natureza, e Teólogos, dos melhores do Mundo [2], dividiremos a visão que temos da Realidade em duas partes:

  • A visão interior subjetiva
  • A visão exterior objetiva.

Abraham Lincoln dizia:

“Pode-se

  • enganar pouca gente durante muito tempo,
  • muita gente durante pouco tempo, mas…
  • não se pode enganar muita gente durante muito tempo

Com base nisso, estabelecemos com base nomeadamente em [3] que as nossas 3 Fontes Principais de Conhecimento são, por ordem de verosimilhança:

  • Consciência
  • Ciência
  • Religião e
  • Ciência mais sofisticada

[1] Hans-Peter Dürr, Doutorado em Filosofia e ex-director do Instituto Max Planck de Física e Astrofísica de Munique

[2] “Enigmas de Deus da Matéria e do Homem”, Editora Oficina do Livro

[3] “The Evolution of Morality and Religion”, Donald Broom; U. Cambridge, Reino Unido; Cambridge University Press; Conferências ISPA – Lisboa

 

Consciência

Segundo Teillard de Chardin [1], existe no Cosmos desde o seu início, e é portanto, pela aplicação do critério de Lincoln citado acima, o melhor instrumento de acesso à Verdade. As grandes questões da Consciência são, segundo um grande Evolucionista da Universidade de Cambridge [2], sobretudo as seguintes:

  • Donde viemos?
  • Porque estamos aqui?, e
  • Para onde vamos?.

A Consciência pode enganar-se: É o caso de uma pessoa com cancro, que apenas a Ciência possa descobrir.

[1] Teillard de Chardin, Paleontólogo e Padre Jesuíta; O Fenómeno Humano, Ed. Paulus

 

Ciência

A Ciência [1] é

  • Uma visão exterior objetiva sobre a natureza última da Matéria.

Segundo [2], a Ciência é conhecimento que foi formulado usando métodos sistemáticos [3], frequentemente a Observação; tal ocorreu muito antes de ter aparecido o conceito moderno de Ciência e de este ter sido reportado. A Ciência também tem limitações: Basta pensarmos nos erros médicos.

Biliões de anos depois do Big-bang, surgiu a Autoconsciência, consciência de si, que, no Homem, além de ser uma potente ferramenta de sobrevivência (porque ele pode imaginar decisões sem as tomar…), lhe deu a consciência da sua própria morte.

[1] The Science Channel

[2] The Evolution of Morality and Religion, Donald Broom; U. Cambridge, Reino Unido; Cambridge University Press; Conferências ISPA – Lisboa

[3] Bertalanffy acreditava que uma teoria geral dos sistemas deveria ser um dispositivo regulador importante na Ciência, para a preservar de analogias superficiais que fossem inúteis, e prejudiciais nas suas consequências práticas.

 

Religião

Talvez derivada da consciência da sua própria morte [1], surgiu a Religião.

Donald Broom defende que a Religião apareceu cedo na evolução dos seres humanos e de outros seres sensíveis; por isso, existiu muito antes da palavra escrita, e alguma da Ciência pode ter feito parte do desenvolvimento de alguma da Religião.

A Religião é uma visão interior subjetiva e espontânea [2] que deriva da Fé, sendo esta de origem transcendente [3], e é, concomitantemente [4], uma conduta indicando uma crença num poder divino. Segundo o Padre e Teólogo Anselmo Borges, a palavra “experience” pode usar-se num sentido que se refira ao mundo dos valores e das significações propriamente humanas: a existência humana é pura e simplesmente a experiência, e tal experiência implica a transcendência, melhor, a aceitação da existência da transcendência, em vez de excluí-la.

A Religião faz asserções baseadas na tradição, que deriva da experiência vivida por um muitíssimo grande número de pessoas, durante muito tempo, baseada em revelações feitas por personalidades já falecidas; não faz portanto uma observação direta material do seu objeto , nem sequer dos fundadores da respetiva tradição.

Segundo Broom, a Religião aprofunda o Conhecimento Humano no sentido de, qualquer que seja a natureza do Universo, saber qual seja o Princípio e o Fim do mesmo, nomeadamente perguntando: Será que existem deuses? Quem é Deus? O que quer Deus do Homem?.

De 85.000 a 70.000 anos atrás, terá sido povoada pela 1ª vez a Índia, onde viria a nascer a 1ª grande religião de sempre que era como se sabe politeísta. Noé foi depois uma grande personalidade antes do Dilúvio. Abraão, descendente de um dos filhos de Noé, nasceu há mais ou menos 6.000 anos e trouxe a novidade do monoteísmo.

Diz Donald Broom: Uma religião que sobreviva por muito tempo é provável que inclua uma percentagem mais elevada de verdade do que uma que dure pouco tempo; mas alguns aspetos das religiões mudam, sobretudo as partes menos importantes (sugerimos a leitura do livro de Moisés Espírito Santo [5] sobre o impato da simbiose das religiões com as culturas: um bom mau exemplo é o Caso Galileu).

Quem é Deus?

Deus é

  • O primeiro ser
  • O criador de tudo o que existe
  • É ilimitado [6], senão teria de haver outro ser mais fundamental que O limitasse…
  • É puro espírito [7] (não tem nada de material) como os Anjos, Potestades e Dominações [V. Divina Comédia]
  • Tem vontade e inteligência
  • É Pai amante da sua criação
  • Omnipotente (tem poder sobre tudo),
  • Omnisciente (vê tudo), e
  • Omnipresente (está por todo lado)

O que quer Deus do Homem?

A Felicidade total sem limite temporal.

Segundo os Ortodoxos, o desenvolvimento espiritual dá-se nas seguintes etapas:

  • Purificação (Catarse).
  • Iluminação (Teoria)
  • Divinização (Deificação), ou santidade, que é a participação da pessoa na vida de Deus. [4] Na Teologia Cristã, em particular na Ortodoxa Oriental, a Divinização, deificação, ou o fazer divino, é o processo de transformação de um crente que esteja a pôr em prática os ensinamentos espirituais de Jesus Cristo e do seu evangelho. A Divinização é o atingimento da união com Deus, estado final desse processo de transformação e, por isso, o objetivo da vida espiritual.

A vida santa de Deus, começa nos esforços desta vida, que aumentam a experiência do crente no conhecimento de Deus, e se consumam mais tarde na sua ressurreição, quando o poder do pecado e da morte, sendo superado inteiramente pela expiação de Jesus, deixará de ter poder sobre ele para sempre...

[1] Fés, de Isabel Leal, Notícias Magazine, 3-1-2008

[2] Hans-Peter Dürr, Doutorado em Filosofia e ex-director do Instituto Max Planck de Física e Astrofísica de Munique

[3] Lumen Fidei, encíclica do Papa Francisco I

[4] Wikipedia

[5] A Religião na Mudança – Nova Era, de Moisés Espírito Santo; Ed. U. Nova de Lisboa, F. Ciências Humanas e Sociais

[6] Naufrágio da Fé?, de Lopez Pedraz, Livrarias S. Paulo

[7] Papa João Paulo II

 

Ciência mais Sofisticada

Segundo Broom [1] alguns dos genes que promoveram a Religião teriam existido e ter-se-iam propagado nas populações antes de alguns aspetos mais sofisticados da Ciência existirem. Ou seja, os seres humanos não ficaram satisfeitos com as respostas incompletas da Consciência, Ciência, e Religião mas continuaram/continuam a procurar respostas na Ciência mais sofisticada.

A Ciência mais sofisticada tenta expandir a Consciência num sentido diferente do da Religião: Qual é a natureza última da Matéria? [1].

Um importante físico russo acabado de chegar de um congresso, que eu conheci na Montanha Santa Grega, e a quem perguntei qual a relação entre Deus e o Big-bang, disse-me: Não sei, mas, se não tem sentido científico perguntar o que houve ‘antes’ do Big-bang, então aí há uma oportunidade para Deus, não é?

Disse Miguel Soares de Albergaria, Ensaísta, membro do Núcleo de Estudos de Ciência, Tecnologia e Sociedade (ICPD): Como Karl Popper apontou, há uma objetividade científica: a da condição de falsificabilidade dos enunciados, de tal modo que a inverificação das expectativas correspondentes permita negá-los retroativamente. Ou seja: por exemplo, o enunciado “hoje vai chover” é falsificável, porque poderemos eventualmente demonstrar, ao fim do dia, que não choveu. Mas dizer “Deus existe” não é cientificamente objetivo, pois não poderemos demonstrar que Deus não existe.

Pode-se considerar haver uma objetividade, ou talvez melhor, uma intersubjetividade científica.

Entretanto, uma crítica que se faz a Popper é que esse seu enunciado sobre a falsificabilidade não é por sua vez falsificável!

Do que eu, Rui Barbosa, concluo:

- Mas, se não é possível demonstrar que tal enunciado é falso, ele não é cientificamente objetivo, e então não tem valor cientificamente objetivo para determinar se os enunciados a que se aplica são ou não cientificamente objetivos… Portanto, o critério de Popper não serve para determinar a objetividade científica dos enunciados….

Leis da Natureza

Como devemos pensar as leis da natureza? Stoeger no seu ensaio A Física Contemporânea e o Status Ontológico das Leis da Natureza defende a tese de que essas leis não são a fonte das regularidades que observamos, muito menos as necessidades físicas de tais regularidades da Natureza. E que elas são descritivas e não prescritivas e não existem independentemente da realidade que descrevem.

[1] The Evolution of Morality and Religion, Donald Broom; U. Cambridge, Reino Unido; Cambridge University Press; Conferências ISPA – Lisboa

 

Ciência e Religião Incompatíveis?

Quanto ao valor relativo da Ciência e da Religião, diz Broom: Se a longevidade das ideias for o critério de verdade, e se alguma Ciência precedeu a Religião, então poder-se-á arguir que essa ciência é mais verdadeira do que a Religião; claro que o critério da precedência deve, no entanto, aplicar-se às asserções das duas, de acordo com a respetiva antiguidade relativa…. Segundo um Teólogo Católico, Filósofo e Físico, especialista das Relações entre Ciência e Religião [1] só pode haver sede se houver fontes; e a fonte, neste caso, é Deus

A Religião, tal como a Consciência e a Ciência, tem limitações… que são os Mistérios, a que não podemos aceder.

[1] Hans-Dieter Mutschler especialista das Relações entre Ciência e Religião

[2] Ciência e Religião: uma nova perspetiva para o Séc. XXI

 

Conclusão

Pitágoras e Platão disseram que os conhecimentos, filosófico, científico e religioso, mais do que competirem entre si, são as três faces dum único prisma que é a Verdade; e, como as 3 faces dum prisma, eles não se sobrepõem, apenas se tocam… Segundo Carreira das Neves, Padre e conhecido Perito de Cristologia, não existe incompatibilidade essencial entre Ciência e Religião...

Portanto, de acordo com as Fontes de que falámos,

  • No princípio só existia Deus (Deus é uma fonte distinta da sua criação, contrariamente ao que diz Stephen Hawking: “se o Universo for infinito, não há necessidade de um Criador” [1]; mas o Cosmo está em expansão, comprovadamente, logo não é infinito!!!!!)
  • Além d’Ele não havia nada: Nem sequer as dimensões espácio temporais…
  1. Stephen Hawking Universe

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Rui Barbosa, Founder of the first Portuguese Chapter of Humanity+, PhD in Engineering (U. Grenoble, France, 1975) by a School whose Presidente was a Nobel Prize, made some research with Rolf Landauer, historical personality of Information Theory. Doctorate was made with J.R. Abrial one of the 4 designers of one of the most advanced programmimg languages in the World (ADA). Researcher on Artificial "Life" since more than 40 years.

transhumanismo@sapo.pt

 

 

Luis Anjos, Engenheiro TI, Investigador, xy1718@hotmail.com

 

Katerina D. Barbosa, Communication Consultant of the Olympic Village Athens 2004


Mário Beja Santos, Personality of Consumer Rights

 

António Carvalho, PhD Student (U. of Exeter), apc212@exeter.ac.uk

 

José Miguel Amorim, Empresário, RICOXETE, info@ricoxete.com 

 

Opiniões dos Fundadores e Dirigentes da Associação Mundial de Transhumanismo, Humanity+

 

Nick Bostrom

Um dos 2 Fundadores da Humanity+, Director do Instituto Oxford do Futuro da Humanidade, Faculdade de Filosofia & James Martin 21st Century School, University of Oxford:

“Fantástico! Os meus melhores desejos, Nick”

 

David Pearce

Outro dos 2 Fundadores da Humanity+:

“Olá Rui, absolutamente soberbo! Parabéns! Os meus melhores desejos e obrigado, Dave”

 

James Hughes

Former Executive Director of Humanity+, Bioethicist and sociologist, Trinity College in Hartford Connecticut, Executive Director of the Institute for Ethics and Emerging Technologies , producer of the IEET’s syndicated weekly radio program, podcaster of Changesurfer Radio:James Hughes, Ex-Director Executivo da Humanity+, Bioeticista e Sociólogo, Trinity College, em Hartford Connecticut, Executive Director do Instituto de Ética e Tecnologias Emergentes, produtor de IEET programa de rádio semanal sindicado, do IEET, “podcaster” do Changesurfer Rádio

 

“Excelente notícia. Estamos ansiosos com o rápido crescimento do transhumanismo na Península Ibérica!".


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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007
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sinto-me: Empolgado
música: Top-10

publicado por Transhumanismo às 13:45
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