Rui Barbosa, Escritor Científico, Doutorado pela U. de Grenoble
Parece ser um lugar comum mas não o é, pelo menos para mim.
Segundo a eminente Investigadora, há 2 tipos de deliberação: "within" e "argumentativa"; a within é aquela que fazemos no nosso interior, a argumentativa a que fazemos argumentando com outros.
Ora, efectivamente, em tempo de eleições especialmente, mas também em situações críticas da minha vida, este é um problema precisamente crítico: sabendo o que eu sei, deverei tomar uma decisão, que implique consequências para a vida de alguém, sozinho (por melhores que sejam as minhas intenções, e por mais diligente que tenha sido na busca da verdade), ou, pelo contrário, ouvir alguém, um amigo com certeza (os inimigos são para esquecer neste processo, pois só me fariam perder tempo..)?
A minha experiência mostra que é melhor não tomar tais decisões SOZINHO. Porque a mesma experiência me tem mostrado que outras pessoas me têm transmitido informações e atitudes e comportamentos diferentes dos meus e que resultam.
Regressando à nossa Especialista, a sua investigação aponta para o seguinte: há implicações da nova teoria do Raciocínio, "argumentativa", para o ideal normativo que está no coração da Democracia Deliberativa. A investigação por ela feita desmascara 2 aspectos influenciais da deliberação democrática:
A minha conclusão é que devemos reflectir o melhor possível interiormente e ir debatendo com os outros as nossas conclusões, sem nos deixarmos LEVAR na onda das massas.
A origem da Democracia foi na Ágora, mercado Ateniense; e nasceu da negociação dos preços que se fazia no mesmo mercado, ponto de partida para se atingir a verdade... do preço, ou o preço mais justo.
Por outro lado, li algures que num "diá-logo" (palavra a 2) qualquer há sempre um terceiro parceiro: sabe qual é?
A Verdade.
Rui Barbosa, Escritor Científico, Doutorado pela U. Grenoble, 1975
Sim, a questão que se põe é a de saber se por um lado a História poderá dar contribuições directas para a Neuro-ciência, já que não pode fornecer-lhe hipóteses susceptíveis de serem testadas; e se, vice-versa, a Neuro-ciência poderá dar contributos para a História, que está normalmente pouco interessada no comportamento humano.
O Investigador Daniel Lord Smail, Harvard University, nas Conferências Instituto das Ciências Sociais, U. Lisboa, 2011, disse que acredita ser possível uma nova arquitectura das Neuro-ciências para compreenderem a História com base nos princípios biológicos da co-evolução do Cérebro com a Cultura, enquanto parceiros, de modo dialéctico (Hegel, Marx) e não como agentes contrapostos.
Tal põe, no entanto, alguns problemas metodológicos:
O Investigador referiu ainda alguns fenómenos particularamente engraçados, da co-evolução Cárebro-Cultura:
“IBM Presse Room, 18 de Agosto de 2011:
Hoje, pesquisadores da IBM revelaram uma nova geração experimental de chips de computador projetados para emularem as capacidades do Cérebro para a acção, percepção e cognição. A tecnologia poderia proporcionar muitas ordens de grandeza de menor consumo de energia e espaço do que os usados nos computadores de hoje.
Numa ruptura drástica com os conceitos tradicionais de concepção e construção de computadores, os chips de computação neurosynaptica recriam os fenómenos entre que se dão entre neurónios e sinapses nos sistemas biológicos, tais como o cérebro, através de algoritmos avançados e dos circuitos de silício. Os seus dois primeiros chips de protótipo já foram fabricados e estão atualmente em fase de testes.
Chamados “computadores cognitivos”, os sistemas construídos com esses chips não serão programados da mesma forma que os computadores tradicionais o são hoje. Em vez disso, os computadores cognitivos devem aprender através de experiências, encontrar correlações, criar hipóteses, e lembrarem-se - e aprender com - os resultados, imitando a plasticidade estrutural e sináptica dos cérebros.
Para fazer isso, a IBM está combinando princípios da nanociência, neurociência e super computação como parte de uma iniciativa plurianual de computação cognitiva. A empresa e seus colaboradores universitários também anunciaram que foram concedidos cerca de US $ 21 milhões num novo financiamento da “Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA)” para a Fase 2 do projecto
“Sistemas de Eletrónica Escalável Plástica e Adaptativa” (SyNAPSE).
O objetivo é criar um sistema que não só analisa as informações complexas a partir de várias modalidades sensoriais de uma só vez, mas também se reformula dinamicamente nas suas ligações à medida que interage com o seu ambiente - tudo isso rivalizando com o tamanho compacto do cérebro e o seu baixo uso de energia.
Porquê a Computação Cognitiva
Os futuros chips serão capazes de ingerir informações complexas, ambientes do mundo real através de múltiplas modalidades sensoriais e agir através de modos que usem múltiplos motores de forma coordenada, de maneira dependente do contexto.
Por exemplo, a abastecer as prateleiras duma mercearia poderia usar uma luva instrumentada que monitorizasse imagens, cheiros, textura e temperatura para produzir sinais de alerta de alimentos em mau estado ou contaminados. Encontrar sentido, em tempo real, em inputs fluindo a um ritmo cada vez mais vertiginoso seria uma tarefa hercúlea para os computadores de hoje, mas seria natural para um sistema de inspiração cerebral."
52 "vida" artificial... química