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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008
A REALIDADE
             

 

Resumo

O Cosmos está em expansão; logo poderá ter havido um criador (segundo Stephen Hawking) e segundo a Religião (“Naufragio da Fé”, de Lopez Pedraz), a probabilidade é muito superior à hipótese oposta. Segundo Abraham Lincoln não se pode enganar muita gente durante muito tempo e a maioria da Humanidade acredita em Deus; logo a probabilidade de Deus ter sido o Criador é nitidamente superior à hipótese contrária.

Segundo a Ciência, a Realidade é um Campo Quântico, omnipresente, omnipotente e omnisciente; corresponde ao que a Religião chama “espírito” (em oposição à Matéria, na qual tal espírito “coagula” em determinadas circunstâncias, nomeadamente na presença dum observador. Segundo a Religião, Deus é “puro espírito” (João Paulo II).

 

Big-bang

Segundo a Ciência, o Big-bang [1] [2] deu-se a partir de uma espécie de bola de fogo inicial, quântica [3] [4] [5] (o Campo Quântico é uno, indivisível e aleatório; uma espécie de sopa de partículas que surgem e desaparecem a cada momento). A bola era de densidade e temperatura a tender para infinito (não sabendo nós de nenhum ser infinito além de Deus, tais densidade e temperatura só podem ser visões físicas de propriedades de Deus, se o Cosmos for finito… ou do próprio Cosmos se este for infinito (segundo Stephen Hawking).

  1. Interpretación del tiempo
  2. Big Bang - Wikipédia, Filosofia do Big-bang, L'écho du Big Bang
  3. Introduction to Quantum Mechanics, Atle Hahn, Instituto de Física e Matemática, Lisboa
  4. Knot Theory and Quantum Gravity, Atle Hahn, Instituto de Física e Matemática, Lisboa
  5. Time Arrow Paradox, Atle Hahn, Instituto de Física e Matemática, Lisboa

A energia presente na bola de fogo inicial, foi-se atualizando em forças, únicos agentes do Universo capazes de alterarem o estado de repouso ou de movimento dos corpos, e evoluiu para o desacoplamento da Luz e da Matéria, e o Campo Quântico passou a “coagular”, em determinadas circunstâncias (nomeadamente na presença de um observador [6]), na Matéria [7], que se rege por leis macro deterministas (senão, estaríamos sempre a ver as cadeiras à nossa volta a mudar permanentemente de lugar…).

Tal Matéria arrefeceu suficientemente para permitir a "solidificação" dos átomos; começando depois as partículas a diferenciarem-se, afastando-se umas das outras, e expandindo-se; tendo-se, assim, formado estruturas cada vez mais complexas…

Mas, voltando ao geral, o Universo [8] inclui 3 tipos principais de subsistemas:

  1. Os que têm um pequeno número de componentes, cujo comportamento pode pois ser descrito por equações, sendo previsível (ex. º a trajetória duma cadeira quando empurrada por nós);
  2. Os que têm um número intermédio de componentes, insuficiente para poderem ser considerados sistemas estatísticos: são em geral simuláveis por computador (ex. º: determinados aspetos do Tempo); o respetivo comportamento pode ser tão sensível às condições iniciais que os valores das variáveis mudem de modo aparentemente aleatório [9];
  3. 3º Sistemas com um número suficiente de componentes inter-atuantes para que o respetivo comportamento possa ser estudado através da Estatística: chamam-se então “Sistemas Aleatórios” (ex. º: o movimento das multidões). O respetivo comportamento é abordado através das propriedades do conjunto [10] [11].
  1. Interpretación del tiempo
  2. Big Bang - Wikipédia, Filosofia do Big-bang, L'écho du Big Bang
  3. Introduction to Quantum Mechanics, Atle Hahn, Instituto de Física e Matemática, Lisboa
  4. Knot Theory and Quantum Gravity, Atle Hahn, Instituto de Física e Matemática, Lisboa
  5. Time Arrow Paradox, Atle Hahn, Instituto de Física e Matemática, Lisboa
  6. “Enigmas de Deus da Matéria e do Homem”, Ed. Notícias
  7. L’Univers Espace et Matière”, http://homepage.mac.com/ltbo/evol.htm#Bigbang
  8. História do Universo
  9. Teoria do Caos, Complex dynamics in Several Variables, Fractal Geometry - A Gallery of Monsters, Power law, Vilela Mendes, Jorge Buescu, Marcelo Viana, Complexity Writings, Introdução ao Caos, Caos Fractais Criticalidade Auto-orgarnizada, Control of Caos, Institute for Physical Science and Technology (IPST), University of Maryland, Chaos and Self Organisation in Nature, Complexity in Social Science
  10. Discovery. National Oceanic and Atmospheric Administration. BBC Online. ESA. Hubble. Kingston University
  11. Big Think, Teoria do Universo Fluxonário Estruturante a Partir do Espaço Denso, e Teoria da Energeticidade e Radiação, Teoría Del Todo Excepcionalmente Simple

MAL

Segundo a Ciência, e, mais precisamente, um dos maiores Paleontólogos de sempre [1], o Mal é um mistério com uma componente primordial, não abordável pela Ciência, só abordável pela Teologia.

Segundo a Enciclopédia Católica [2], “O Mal é o somatório das oposições que a experiência mostra que existem, aos desejos e necessidades dos indivíduos”…

"Sobre a questão da origem do mal, tem havido, e há, uma considerável diversidade de opinião. O problema não pode ser resolvido por uma mera análise experimental das condições reais das quais o mal deriva. A questão... está relacionada não tanto com as diversas manifestações, em pormenor, do Mal na Natureza, quanto com a causa oculta e subjacente que tornou essas manifestações possíveis ou necessárias … É, ao mesmo tempo, evidente que a investigação numa região tão obscura deve ser tratada com grande dificuldade, e que as conclusões devem, em grande parte, ser de caráter provisório e meras tentativas de explicação...

A questão pode ser posta assim:

Admitindo que o mal consiste numa certa relação do Homem com o seu ambiente, ou que surge na relação que têm as partes componentes da existência umas com as outras, como acontece então que, apesar de todas serem resultado de um mesmo processo cósmico, esta agência universal esteja perpetuamente em guerra consigo própria, contradizendo e frustrando os seus próprios esforços, na hostilidade mútua da sua progenitura?

Além disso, admitindo que o mal metafísico [3] em si possa ser apenas o método da natureza, envolvendo nada mais do que uma redistribuição contínua dos elementos materiais do universo, o sofrimento humano e as injustiças, ainda e enquanto essencialmente opostos ao regime geral de desenvolvimento natural, são dificilmente reconciliáveis em pensamento com qualquer conceção de unidade ou harmonia na natureza. A que deve atribuir-se (como causa) o mal da vida humana, físico e moral [4]?

A solução para o problema tem sido tentada por três métodos diferentes:

1 “A existência é fundamentalmente má e o bem não é mais do que uma ilusão que ajuda a raça humana a preservar-se” (v. Pessimismo; Segundo Schopenhauer e Hartmann, o sofrimento brotou da autoconsciência, da qual é inseparável). O Budismo considera a felicidade inatingível, e defende que não há nenhuma maneira de escapar ao mal exceto no estado impessoal do Nirvana (NA: Céu Cristão? Fuga da realidade criticada pelo Cristianismo). A origem do sofrimento, segundo o Buda, é "a sede de ser". De acordo tanto com Schopenhauer quanto com Hartmann, o sofrimento passou a existir com a autoconsciência (NA: curvar-se sobre si próprio), da qual é inseparável”.

2 “O Mal tem sido atribuído a um de dois princípios mutuamente opostos, ao que, respetivamente, a mescla de bem e de mal do mundo são devidos.A relação entre os dois é representada de modo variado, desde a coordenação imaginada pelo Zoroastrianismo à mera independência relativamente à vontade do criador tal como sustentada pela teologia cristã ". (NA: Nesta perspetiva, o Mal faz parte da Criação; o que ressoa ao yang contraposto ao yin). A solução Cristã oferece, em geral, menos dificuldades, e aproxima-se mais da perfeição do que qualquer outra: O Diabo e os outros demónios são criaturas espirituais ou anjos criados por Deus num estado de inocência, e eles tornaram-se no mal pela sua própria ação. Acrescenta-se que o homem pecou [5] por sugestão do Diabo, e que no outro mundo os ímpios sofrerão castigo eterno com o Diabo. Segundo Bento XVI, o Inferno é um estado espiritual, portanto não material, de separação definitiva em relação a Deus.

3 “A terceira maneira de conceber o lugar do mal no regime geral da existência é a dos sistemas do Monismo [6], pelos quais o mal é apenas visto como um modo no qual certos aspetos de momentos de desenvolvimento da natureza são apreendidos pela consciência humana” (NA: Portanto é um acontecimento da relação entre Homem e Natureza).

Exercício

Usando o que disse no início sobre as Fontes de Conhecimento de que a Humanidade dispõe, qual é para si a verosimilhança das 3 teorias sobre a origem do Mal (marque de 1 a 3, sendo este o máximo)?

De acordo com

1

2

3

A sua consciência

     

O que sabe através da Ciência

     

A sua eventual Religião

     

De acordo com a Ciência Sofisticada

     
  1. Cientista e Padre Teillard de Chardin, início do Séc. XX, “Fenómeno Humano”, ed. Paulus
  2. Enciclopedia Católica "New Advent"
  3. O Mal metafísico é a limitação recíproca de várias componentes do mundo natural. Através dessa limitação mútua, objetos naturais são, na maior parte, impedidos de atingir a sua plena ou ideal perfeição, seja pela pressão constante da condição física, seja por catástrofes repentinas. ... (1) Animais predadores dependem para a sua existência da destruição da vida, (2) A natureza está sujeita a tempestades e convulsões, e a sua ordem depende de um sistema de decadência e renovação perpétuas devido à interação de suas partes constituintes.
  4. O Mal Físico inclui tudo o que causa danos ao homem, seja por (1) lesão corporal (2) por contrariar os seus desejos naturais, ou (3) impedir o pleno desenvolvimento dos seus poderes, seja (1) na ordem da natureza diretamente, ou (2) através das diversas condições sociais em que a Humanidade naturalmente existe. O Mal Moral é o desvio da vontade humana das prescrições da ordem moral, e a ação que resulta desse desvio. Tal ação, quando ela procede unicamente de ignorância, não deve ser classificada como mal moral; este restringe-se propriamente aos movimentos de vontade para fins que a consciência desaprova.
  5. A Religião chama-lhe Pecado Original (consideração pelo Homem de não precisar de Deus). Poderíamos chamar-lhe Complexo de Édipo em relação a Deus Pai: Deveria poder resolver-se com Psicanálise…
  6. Wikipedia: “Monismo (do grego μόνος mónos, "sozinho, único") é o nome dado às teorias filosóficas que defendem a unidade da realidade como um todo (em metafísica) ou a identidade entre mente e corpo (em filosofia da mente) por oposição ao dualismo ou ao pluralismo, à afirmação de realidades separadas. As raízes do monismo na filosofia ocidental estão nos filósofos pré-socráticos, como Zenão de Eléia, Parmênides de Eléia. Spinoza é o filósofo monista por excelência, pois defende que se deve considerar a existência de uma única coisa, a substância, da qual tudo o mais são modos. Hegel defende um monismo semelhante, dentro de um contexto de absolutismo racionalista. O filósofo brasileiro Huberto Rohden é um teórico defensor do monismo.
  7. Cristianismo Ortodoxo-Montanha Santa
  8. Cristianismo Católico Santa Sé
  9. Cristianismo Católico-Enciclopédia
  10. Cristianismo Católico-Pontifícia Universidade Católica de S. Paulo
  11. Cristianismo em 2050

O MAL NA EVOLUÇÃO

Segundo Teillard de Chardin, Paleontólogo, o Mal manifesta-se na Evolução de 4 maneiras [1]:

  • Necessidade de evoluir por Tentativas e Erros
  • Mal da Decomposição, nomeadamente da Morte
  • Mal da Solidão e da Angústia no quadro de um Universo obscuro
  • Necessidade de Trabalhar e de se Esforçar

Embora a Teoria da Evolução Darwiniana seja o paradigma principal da História da Vida, Gould e outros apontaram-lhe várias falhas: S. J. Gould disse que as respostas às nossas questões sobre a História da Vida não são só dadas pelo Darwinismo, mas que terão de ser procuradas noutros domínios, nomeadamente na Paleontologia.

Dado a Evolução ser um sistema aleatório, ela estuda-se através das propriedades de conjunto dos respetivos elementos. O Santa Fe Institute tem-no feito para agentes e grupos de agentes à medida que emergem, se organizam em comunidades e redes complexas, se adaptam, evoluem, aprendem e se extinguem.

Segundo Teillard, o vector da Evolução é a complexificação crescente da Consciência, complexificação que poderá ter levado em dada altura ao surgimento nos animais do Auto-conceito. Alguns animais actuais têm, efectivamente, alguma dose de Auto-conceito: já se observaram animais que se reconhecem ao espelho como sendo eles próprios, e há mesmo uma engraçada experiência feita por um estudioso de Chimpanzés: observou um dia que havia 2 deles, um mais forte e outro mais fraco, e que o 1º batia no 2º; um dia, este começou a coxear; mas, ao contrário do que o zoólogo pensava, ele não coxeava por ter sido ferido pelo mais forte, mas porque, sempre que passava em frente deste, simulava tal deficiência para apelar à “caridade” do outro… que, portanto, deveria ser cristão….

Segundo investigadores de Etologia [2] “num ramo chamado ‘Etologia Cognitiva’, juntamente com a Psicologia Cognitiva propriamente dita têm sido feitos estudos famosos e interessantes acerca do Auto-Conceito noutras espécies, explorando nomeadamente as suas capacidades de auto reconhecimento ao espelho, estudos esses que discutem até que ponto esses animais terão um conceito de si próprios como entidades separadas do resto da sua realidade perceptiva.

Indo mais longe, poder-se-á perguntar, como nós próprios fizemos a esses investigadores, se os animais terão algum Eu elementar, ao que responderam que “existem estudos com chimpanzés (e alguns outros primatas) e também com os golfinhos, e uma obra mais recente do paladino da Etologia Cognitiva, o recentemente falecido Don Griffin [3]. Mas nada dos estudos sobre o Auto Conceito noutras espécies tem a ver com os conceitos freudianos da ‘Psicologia das Profundezas’; não tendo nós ainda chegado a essas bandas.”

O auto-conceito terá sido o ponto no qual a Vida, pela primeira vez, se terá debruçado sobre si própria … como veremos noutra crónica, talvez o ponto de viragem mais importante da sua História …

  1. “O Fenómeno Humano”. Teillard de Chardin. Ed. Paulus
  2. Vitor Almada e Manuel Santos. Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa
  3. Don R. Griffin, 2001. “Animal Minds: Beyond Cognition to Consciousness”. 2nd Edition, Chicago. Ed. The University of Chicago Pre

CONVERSA IMAGINÁRIA SOBRE A RAZÃO DO MAL

Vamos abordar o tema usando como base perguntas feitas por uma Amiga Alemã.

  • Uma pedra que cai poderia pôr 2 questões: é devido apenas à Lei da Gravidade?
  • Sim, “por causa” dessa lei (as leis da Natureza são descrições, e não prescrições, da mesma [1])
  • Ou antes, devido à vontade de Deus de a deixar cair de acordo com a Lei da Gravidade?
  • É por causa de uma vontade de Deus… que corresponde àquilo que chamamos “Lei da Gravidade”; se de maneira inexplicável pela Ciência, seria por uma Sua intervenção excecional (milagre)
  • A pergunta que está por detrás destas perguntas é: pode acontecer que as leis da Natureza expliquem o Mundo, não tendo, ao mesmo tempo, elas-próprias explicação?
  • As Leis da natureza são, segundo Stoeger, modos que os homens têm de ver a Natureza; não existem per se.
  • A explicação dessas "leis", religiosamente falando, reside na vontade e na inteligência de Deus
  • Provavelmente não compreendemos o que são, se não tivermos antes disso compreendido como chegaram a ser?
  • Os 2 problemas põem-se em 2 áreas diferentes: Ciência e Religião
  • Considerando algumas coisas reais e algumas asserções verdadeiras, tal poderia ser a maneira como nós nos pomos em relação com o mundo para o compreender. Mas… o irracional, os segredos... porque devemos nós acreditar que seja Deus que está por detrás? É Deus apenas aquilo que preenche as lacunas do inexplicável?
  • Não, e esse era, em dado momento, um argumento errado para a existência de Deus (Este explicaria tudo aquilo que seria inexplicável pela Ciência…); as lacunas do inexplicável deverão ser investigadas, segundo a área, pela Ciência (quando se trata da Natureza) ou pela Religião (a razão de ser da Natureza) …
  • Se Deus é responsável pelo Universo, deve haver um deus universal. No entanto, o mais provável é que não haja nenhum acordo sobre isso
  • Deus é sem qualquer dúvida universal.
  • Será o termo “identidade cultural” uma espécie de aspirador que absorva e também misture elementos genuínos da experiência religiosa, a eficácia da fé e dos ensinamentos, técnicas de disseminação como rituais livros e imagens, assim como tradições, numa "cultura"? (exceto os fundamentalistas: eles têm uma má predisposição para a Arte, mas favorecem o paradoxo: padrões técnicos de nível superior e religião petrificada). Há 2 perspetivas: aquela na qual o indivíduo vê a sua própria identidade cultural, e a visão de fora sobre os povos e diferentes grupos. Mas permanece o desafio para cada indivíduo: de que deus e de quanto deus preciso eu para me sentir seguro e equilibrado, mas suficientemente livre para transformar as minhas capacidades a fim de desenvolver algo para (esperançosamente!) melhor?
  • Deus é, mais do que o patrão, a raiz. Ao criar homens, cria seres que se auto-criem, livremente [Joie de Croire, Joie de Vivre, François Varillon, Ed. Bayard/Centurion]. Ele é apenas suporte do Homem que a Ele queira recorrer. Quanto ao que Ele quer, Cristo mostra-o.
  • O “ethos” humanitário e a moral filantrópica são característicos das religiões cristãs. Incluem não somente o cuidado com os parentes mas igualmente com a paróquia ou a freguesia, mesmo com os fora de lei - passando assim de mandamentos religiosos a uma exigência cultural com consequências sociais enormes -; que abre espaço para se identificar com a Cristandade. Mas será que a nossa díspar sociedade não apela para a solidariedade, de qualquer modo? É um direito e um dever democráticos…
  • Que sentido teria (tal solidariedade) se não estivesse acima do mundo físico? De acordo com o Darwinismo, não teria nenhum sentido … somente perda de esforço, desperdiçado em detrimento da nossa busca da sobrevivência, que seria o objetivo dos homens de acordo com o Darwinismo…
  • Não obstante: não poderíamos viver sem Deus? Seríamos, então, nós e ou o Mundo piores?
  • Sim, porque perderia sentido e nada pior se soubéssemos que viveríamos (mesmo que muito bem) e sobretudo morreríamos para nada. A recusa de Deus por Dawkins na base de que sem Religião o Mundo seria melhor, encontra 2 contraexemplos típicos: Hitler e Estaline eram ateus…
  1. Stoeger defende a tese na qual as leis, apesar de revelarem regularidades fundamentais na natureza, não são a fonte dessas regularidades, muito menos das suas necessidades físicas. Elas são apenas descritivas e não prescritivas e não existem independentemente da realidade que descrevem.

ANIMAIS

"Cada coisa, por aquilo que a torna mais ela própria, mergulha as suas raízes num passado cada vez mais longínquo” . “Existe cada vez menos uma barreira segura entre as proteínas mortas e o protoplasma vivo, ao nível dos grandes amontoados moleculares” [1]. Segundo António Coutinho, todas as formas de vida na Terra tiveram uma única origem, há uns 3.5 biliões de anos, a Vida nunca mais voltando a surgir de novo porque os seres passaram a gerar outros seres, incorporados assim numa história comum de Evolução. Os seres vivos diferenciam-se dos outros sobretudo pela capacidade de assimilação de substâncias do meio ambiente.

Segundo Stephen Jay Gould [2], “A produção evolucionária da extraordinária diversificação que nós podemos testemunhar hoje deve-se, como nós sabemos também, a algumas características dos seres vivos, que incluem:

  1. A hereditariedade (a começar pela da própria Vida, com a organização molecular historicamente derivada que pressupõe)
  2. A variação genética aleatória
  3. A cooperação molecular (e celular) em redes cada vez maiores (e auto organizadas) sobre um fundo de marcada degenerescência, tudo seguido duma
  4. Seleção (epigenética) destinada à vantagem reprodutiva”.

Os animais já têm muitas caraterísticas que normalmente se atribuem exclusivamente ao Homem:

  • Uso de utensílios
  • Razão
  • Linguagem
  • Tabu do incesto (pais não poderem ter relações sexuais com filhos)
  • Política
  • Moral (sentido do Bem e do Mal)
  • Criatividade [3]
  • Capacidade de controlar forças instintivas
  • Sentimento da existência dum ser superior [4]…

Quanto às caraterísticas exclusivas do Homem vê-las-emos a seguir.

Totalidade das minhas crónicas em Transhumanismo Portugal, transhumanismo@sapo.pt.

  1. “O Fenómeno Humano”. Teillard de Chardin. Ed. Paulus
  2. “A Evolução da Vida na Terra”. Stephen Jay Gould. 1997. Conferência dada nos Pólos de Excelência da Universidade Lusófona, Lisboa, Campo Grande
  3. Radio France Internationale
  4. The Evolution of Morality and Religion”, Donald Broom; U. Cambridge, Reino Unido; Cambridge University Press; Conferências ISPA – Lisboa
  5. Richard Dawkins
  6. UCLA Department of Chemistry & Biochemistry
  7. Biology dictionary
  8. Ask Nature
  9. Science Biology Bioinformatics
  10. A Computação na Natureza-Santa Fe Institute
  11. Nature-The genome of Dictyostelium discoideum
  12. Can Evolution go forever
  13. Biologial Basis of Psychology

 


sinto-me: Pacificado
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publicado por Transhumanismo às 09:33
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